segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Apadrinhamento é opção para crianças com poucas chances de adoção

O Projeto Família Hospedeira oferece desde 2008 uma perspectiva de futuro a crianças e adolescentes que vivem em entidades de acolhimento do interior de São Paulo e têm poucas chances de serem adotados. Criado pelo juiz Alessandro de Souza Lima, da 3ª Vara Cível da comarca de Pindamonhangaba, o projeto foi premiado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como vencedor do I Prêmio CNJ Infância e Juventude. A cerimônia de premiação deve acontecer no próximo dia 13 de novembro.
A iniciativa busca a reinserção social de crianças e adolescentes acolhidos que não têm o perfil desejado por famílias candidatas à adoção. Atualmente, 81,56% das famílias brasileiras inscritas no Cadastro Nacional de Adoção não aceitam adotar irmãos e 85,67% delas não querem adotar crianças com mais de cinco anos ou adolescentes. O Família Hospedeira cadastra interessados em retirar os acolhidos das entidades temporariamente para conviver com eles em feriados ou datas religiosas, como o natal, durante um fim de semana ou simplesmente um evento comemorativo, como um aniversário.
Segundo o responsável pelo projeto, o juiz Alessandro de Souza Lima, a convivência pode gerar “laços de afinidade e afetividade que impliquem o apadrinhamento, a guarda, a tutela ou a adoção”. Um exemplo de sucesso é o caso de três irmãos adolescentes com idades entre 12 e 16 anos que tiveram sua guarda pedida por uma família do programa, “dando nova vida a esses adolescentes que não tinham até então qualquer perspectiva favorável”, diz Souza Lima.
Resultados – Em março de 2008, quando o Família Hospedeira foi criado, as duas entidades de acolhimento da comarca de Pindamonhangaba tinham 43 crianças e adolescentes acolhidos, entre os quais 15 sem possibilidade de reintegração familiar ou adoção. Quatro anos depois, o número de acolhidos nas entidades caiu de 43 para 29, assim como foi reduzida – de 15 para 6 – a quantidade de crianças e adolescentes acolhidas sem perspectiva de reintegração familiar ou adoção.
Projeto de lei – O juiz Alessandro de Souza Lima enviou minuta de Projeto de Lei Ordinária à Presidência da República para disciplinar o Projeto Família Hospedeira em todo território Nacional. “O projeto foi criado e disciplinado por Portaria da Infância, porém a edição da lei daria maior segurança jurídica, evitando desvios de procedimento que possam prejudicar os interesses das crianças e dos adolescentes”, explica o magistrado.
Prêmio – O anúncio dos projetos que venceram o I Prêmio CNJ Infância e Juventude aconteceu durante o Dia da Infância e da Juventude no CNJ, que aconteceu no último dia 11, véspera do Dia da Criança. O segundo lugar foi o projeto “Justiça Juvenil Restaurativa em São Caetano do Sul”, do juiz Eduardo Rezende Melo; o terceiro lugar foi o “Justiça Restaurativa: uma experiência com adolescentes em conflito com a lei”, de Maria Raimunda Chagas Vargas Rodrigues . Os três primeiros lugares foram de experiências do Judiciário paulista.
Também receberam menções honrosas os projetos “Plano Mater: medida de acolhimento de crianças e adolescentes”, de Conceição A. Mousnier Teixeira de Guimarães Pena; “Programa Oportunidade Legal: OLÉ”, de Valéria da Silva Rodrigues; e “Projeto Padrinho de MS”, de Joenildo Souza Chaves.
Formaram a comissão julgadora dos projetos a juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina Brigitte Remor de Souza May; a presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude, Hélia Barbosa; a ex-conselheira do CNJ Morgana Richa; e a juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo Valéria Lagrasta.


Manuel Carlos Montenegro
Agência CNJ de Notícias



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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Datas das últimas reuniões do ano 2012

  • 27 de outubro
  • 24 de novembro
  • 8 de dezembro

Horário: 16:00 horas

Local: EMEI Francisco Manoel da Silva

Praça Prof. Helio Gomes, 64 - Jd Campo Grande- São Paulo


ATENÇÃO: As inscrições para a participação na reuniões deverão ser encaminhadas para:
projetoacolher@gmail.com e no telefone: 2577 0238 , e aguardar a confirmação.


A reunião começa ás 16:00 h. em ponto, procure não se atrasar!

E , lembre de trazer algo para compartilharmos no nosso lanche!

O Projeto Acolher é uma ong que não recebe nenhuma verba , mas tem diversas despesas , e por isso pede a cada participante que colabore, se possível. Valor sugerido por reunião: 10,00.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Casal homoafetivo comemora Dia das Crianças com os 4 filhos adotivos


Todo Dia das Crianças é comemorado com muita festa na casa de um casal homoafetivo de Uberaba, no Triângulo Mineiro. A artesã Ana Claudia Santos, de 45 anos, e a enfermeira Cecília de Ávila, de 53 anos, têm três filhos adotivos. E este ano a data será comemorada com a família ainda maior. Isso porque as duas aguardam a adoção definitiva de Arthur, de 4 anos, que é o quarto filho que o casal obteve a guarda provisória em dezembro do ano passado.


Para Cecília a data será marcante, com todos reunidos. “Já temos quatro crianças maravilhosas conosco. O que temos que fazer agora é festejar cada momento juntos e cuidar de dar aquilo que a vida tirou deles quando pequenos, uma família, um lar. Esse Dia das Crianças será mesmo especial, pois estamos com uma família completa e acho que a felicidade maior é ver o quanto eles se dão bem", disse.

Adotar uma criança implica enfrentar uma série de dificuldades, processos, análises e longos períodos de espera. Para as duas não foi diferente. Ana Cláudia contou que a primeira adoção demorou mais de um ano para se concretizar. "Eu já morava com a Cecília há quatro anos quando decidimos que queríamos ter filhos. Em 2006 fizemos a habilitação para o cadastro, que foi feito apenas no nome da Cecília, o processo foi longo e só em 2007 entramos para a fila de interessados em adotar. Logo neste mesmo ano, um mês depois fomos chamadas para conhecer Laura de Ávila, que hoje tem 10 anos, e Ezequiel de Ávila, que tem 8 anos. Eles foram os nossos primeiros filhos", lembrou.

Ainda conforme as mães, eles fugiam dos padrões de adoção, eram irmãos, negros e com idades já avançadas, critérios que não foram empecilho para o casal. "Não tivemos nenhuma restrição para adoção, eles estavam fora do perfil e quando vimos os dois quisemos logo de cara. O olhar dos dois era encantador, o sorriso no primeiro encontro foi especial e por isso não tivemos como deixá-los. Ali, naquele encontro, já sabíamos que eles eram nossos", disse.


Depois de enfrentar burocracias e derrubar barreiras, a vida das duas se transformou e a adoção não parou por aí, foi quando veio a notícia que ainda estavam cadastradas no sistema de adoção e, por isso, receberam uma ligação de que havia uma criança em um abrigo que precisava ser adotada com urgência. "Disseram que era urgente porque ele havia sido retirado do hospital porque a mãe tinha problemas mentais graves. Além disso, ele tinha refluxo, precisava de cuidados especiais. Foi então que decidimos ficar com ele também. O nome dele é André Santos de Ávila, e está agora com três anos", contou.

Mas não parou por aí. O destino tratou de colocar Arthur na vida das duas. "O Arthur foi uma surpresa. Fiquei sabendo através do grupo "De volta pra casa", de Divinópolis, no Centro-Oeste do estado, que ele também precisava ser adotado com urgência, pois tinha problemas neurológicos. O grupo já havia colocado o caso dele em nível nacional e ninguém o quis. Então eu e Cecília já queríamos adotar uma criança que merecesse cuidados especiais. Ficamos sabendo dessa história e entramos em contado. Foi quando disseram que não podíamos mais adotar porque a habilitação havia vencido, mas renovamos através da promotoria de Itaúna, cidade da região Centro-Oeste, que nos reabilitou. E em uma semana recebemos uma ligação do promotor agendando para conhecermos o Arthur. Eu disse que já íamos para buscá-lo. Foi aí que ficamos com o Arthur e fechamos nossa família. Agora estamos aguardando a guarda definitiva dele”, disse.

Barreiras


As barreiras não foram maiores que o desejo de ter uma família feliz. “Barreiras todos que querem adotar enfrentam, mas nós nunca enfrentamos preconceitos, pelo menos na nossa frente. Se houve foi oculto. Somos todos muito bem tratados onde quer que vamos", refletiu.

Quanto à condição sexual das mães, os filhos sempre souberam e as duas informaram que sempre conversam e deixam a verdade acima de tudo. “Para a gente a verdade está acima de tudo, as mães dos colegas sabem, na escola todos sabem, não temos diferença nenhuma de uma família heterossexual. A gente só percebe só quando as outras pessoas falam”, finalizou.


http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2012/10/casal-homoafetivo-comemora-dia-das-criancas-com-os-4-filhos-adotivos.html

Filha adotiva comemora realização de sonhos no Dia das Crianças.


Filha adotiva comemora realização de sonhos no Dia das Crianças em MG

Andrezza Oliveira Gonçalves foi adotada por empresário de Uberaba, MG.

Após ter casado e tido filhos, ela diz que quer trabalhar.




Neste Dia das Crianças, muitas famílias mineiras têm motivos a mais para comemorar. Os pais e os filhos adotivos celebram as vitórias obtidas diante dos desafios da vida. O G1 foi atrás de uma história em que as crianças adotadas conquistaram o que sonhavam antes de ganhar uma família e que, para elas, são os verdadeiros presentes.


Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, mora o empresário Edson Tavares Fernandes e a esposa. Primeiro eles adotaram Andrezza, com três anos de idade. Cinco anos depois, adotaram Natália, com três meses. “A mãe biológica da minha primeira menina era nossa conhecida e, como não estava querendo mais cuidar dela, nós a adotamos. Só que depois de anos ela quis levar a menina de volta para Conceição das Alagoas, cidade próxima. Eu sofri muito e, por isso, resolvi adotar mais uma”, contou.


Mas pouco antes de completar 15 anos, Andrezza procurou o pai de coração a fim de chamá-lo para dançar a valsa de debutante e acabou voltando para a casa dele, não separando mais. Hoje, Andrezza tem 30 anos, está casada, tem um casal de filhos, de nove e cinco anos, e mora em Franca, no interior de São Paulo. Natália tem 22 anos, também está casada e ainda mora em Uberaba. Ela tem um filho de quatro anos, que mora com o avô Edson. “Foi ótimo, eu e minha esposa temos três netos e sentimos uma família de verdade. No Dia dos Pais e do meu aniversário eles sempre vêm para passarmos juntos. É a mesma coisa que um filho legítimo”, ressaltou o empresário.




Andrezza Oliveira Gonçalves, que é dona de casa, tem o mesmo sentimento do pai. “Ser adotada foi o melhor presente que eu ganhei na vida. Tenho um pai maravilhoso. Eu vejo a foto dele, olho no espelho e acho que nós parecemos muito e eu a minha mãe adotiva também nos identificamos muito. Ninguém acredita que não somos filhas biológicas. Foi um sonho”, destacou. Andrezza já pensou em seguir os mesmos caminhos da família e também adotar um filho. “Nós não temos tanta condição financeira, principalmente porque já temos dois filhos, mas temos vontade sim, principalmente meu marido”, explicou.



Ser adotada foi o melhor presente que eu ganhei na vida. Tenho um pai maravilhoso"AutorQuando criança Andrezza sonhava em ter filhos e casar. Hoje, com os sonhos já realizados, ela sonha em trabalhar com computação e se profissionalizar na área da beleza como manicure e cabeleireira. Ela também sonha em voltar a morar em Uberaba para ficar mais perto dos pais. “Como meu marido trabalha com tapeçaria, meu pai fala para a gente ficar aqui porque o mercado é melhor. Mas eu queria morar perto deles e trabalhar com meu pai. Eu aprendi a fazer pizza com ele e isso mudou minha autoestima, porque antes não sabia fazer nada. Quero retribuir o que ele sempre fez por mim”, enfatizou.



A dona de casa também lembrou que quando voltou para a mãe biológica, a vontade de voltar para a família de coração era grande. “A vontade era muita, mas como estava morando com ela, não tinha contato com eles. Ele sempre foi um paizão para mim, me levou na escola, brincava, dava atenção, dava duro e procurá-lo para dançar a minha valsa foi um sonho realizado”, pontuou. Hoje, ela visita a família em média duas vezes por ano. “Nós ficamos na casa deles e é muito bom. Queria ir mais vezes”, completou Andrezza.



Locais para adoção em Uberaba

De acordo com a diretora do Departamento Social da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Seds), Claudia Cristina da Silva, em Uberaba existe a Casa de Proteção, que é um abrigo provisório 100% do município, e abriga crianças em situações de vulnerabilidade, que foram retiradas provisoriamente da família, para fazer um resgate de vínculos familiares e apoio psicossocial. “Primeiro esgotamos todas as alternativas para a criança voltar para a casa dela e só depois, quando não tem o retorno da família, que ela vai para a fila de adoção. Mas são pouquíssimos os casos e o processo para chegar à adoção é longo”, explicou. No local existem 40 crianças.



Também na cidade, existem ainda a Organização Não Governamental (ONG) Casa Lar e Vida Viva, a Casa Lar Retiro de Eros e o Lar da Caridade. “São ONGs que têm convênio com a Prefeitura, que passa recurso financeiro”, completou Cláudia. Os interessados em adotar uma criança devem procurar a Promotoria da Infância e Juventude, para entrar no Cadastro Nacional de Adoção.

Vejam a matéria na íntegra:
http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2012/10/filha-adotiva-comemora-realizacao-de-sonhos-no-dia-das-criancas-em-mg.html