sexta-feira, 17 de abril de 2009

Lula sanciona lei que beneficia adotados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, antes de viajar hoje para Trinidad e Tobago, cinco leis que estarão publicadas numa edição extra do Diário Oficial da União (D.O.U.) que ainda circulará hoje. Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Presidência, foi sancionada a lei que tipifica o sequestro relâmpago ... Também foi sancionada a lei que permite a pessoas adotadas a incorporarem ao seu nome o sobrenome do padrasto ou madrasta, de autoria do deputado morto Clodovil Hernandes.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Madonna ainda tenta adotar criança no Malaui

publicado em 13/04/2009 - 10:47 - Reuters

LILONGUE (Reuters) - A pop star norte-americana Madonna ainda está entusiasmada com a ideia de adotar uma segunda criança do Malaui, apesar de uma sentença judicial no país do sul da África ter negado o pedido da cantora, informou um jornal local no domingo. Madonna perdeu um recurso contra a decisão da Alta Corte que negou seu pedido de adoção de Mercy James, 4 anos. Ela disse que deseja proporcionar educação e um ambiente familiar à menina. "Eu quero proporcionar um lar a Mercy, um ambiente amável familiar e a melhor educação e cuidados médicos possíveis. E é o meu desejo que ela, assim como David, volte um dia ao Malaui e ajude as pessoas do seu país", disse Madonna ao jornal Nation por e-mail.
"Apesar de ter sido avisada de que não posso discutir publicamente o recurso pendente relativo ao meu desejo de adotar Mercy, eu de fato quero dizer
r o quanto eu estimo a ajuda que tenho recebido de pessoas do Malaui e dos meus amigos ao redor do mundo."O governo do Malaui foi criticado após Madonna ter adotado o menino de 13 meses David Banda, em 2006, e recebeu acusações de ter dado tratamento especial à cantora no processo ao ignorar leis que proibiam não-residentes de adotar crianças.
O advogado de Madonna, Alan Chinula, já entrou com recurso contra a decisão no início deste mês, mas até a semana passada o tribunal ainda não confirmou uma data para a audiência.
Em sua decisão judicial, a juiza Esimie Chombo alertou contra adoções por celebridades, dizendo que isto poderia levar ao tráfico de crianças."Qualquer um pode vir ao Malaui e rapidamente planejar uma adoção que poderá ter graves consequências em cada criança que a lei procura proteger", ela disse.
Madonna entretém milhões ao redor do mundo com apresentações ousadas e de alta energia com músicas como "Material Girl" e "Papa Don't Preach" e cria controvérsias por onde passa.
A estrela, que se divorciou no ano passado do diretor de cinema britânico Guy Ritchie, é uma das mais bem-sucedidas cantoras da indústria da música, com vendas superando 200 milhões de álbuns

sábado, 4 de abril de 2009

A professora deve saber que meu filho é adotivo?

texto de Monica Krausz
Quando o meu filho Vincent chegou eu já era voluntária do Projeto Acolher, uma ONG de apoio a adoção de São Paulo (SP), então já havia ouvido muitos relatos sobre adoções realizadas e já tinha certeza de que sempre contaria a verdade sobre sua história para ele. Os grupos de apoio a adoção são muito importantes, entre outros motivos, para que as pessoas sintam segurança de suas ações no dia-a-dia. Por isso, também, eu achava que devia contar a verdade sobre a sua história para todo mundo, dar entrevistas e falar sobre o assunto com o maior número de pessoas até para ajudar a reduzir o preconceito contra adoção que, infelizmente, ainda existe.
Com o tempo comecei a perceber que, justamente por causa do preconceito, nem todas as pessoas reagiam bem quando sabiam da verdade. Algumas davam um sorrisinho amarelo, constrangido, outras começavam a me endeusar como se eu tivesse feito um grande ato de caridade ao adotar. Não, eu não queria ser endeusada porque não fiz caridade ao adotar, simplesmente ganhei um filho, o filho que eu tanto queria. Ainda me lembro do dia em que estava dando mamadeira para o Vincent e um amigo do meu cunhado perguntou por que eu não estava amamentando. Então eu disse que não estava amamentando porque o meu filho era adotado e ele ficou até meio pálido de susto. (Na verdade eu não estava amamentando porque ele, que chegou com 3 meses, já estava acostumado com mamadeira e porque eu não tive tempo para fazer um tratamento hormonal para amamentar , mas isso é assunto para uma outra coluna.)
Mesmo assim continuei falando a verdade para todo mundo. Mas quando o meu filho cresceu um pouco eu é que comecei a ficar constrangida com o constrangimento das pessoas, não queria que ele percebesse o preconceito. Então decidi que não ia falar a verdade para todo mundo, só para quem eu percebesse que merecia ser presenteado com a verdade. Quando alguém chegava comentado que o meu filho devia ser a cara do pai porque não tem nada meu eu logo dizia que ele era a cara do pai mesmo porque já deduzia que quem faz um comentário desses não entenderia o que representa a adoção.
Mas quando nosso filho chega à idade escolar já é outra história. Nesse caso eu sempre contei para os diretores e professores dele sim, porque sentia que a qualquer momento o meu filho, que sabe de toda a sua história, poderia fazer algum comentário ou pergunta sobre adoção e queria ter certeza de que ele seria acolhido e entendido. Então sempre tratei de ter uma boa conversa com as pessoas que seriam responsáveis por ele na escola. No ano passado viemos morar em Cotia (SP) e ele mudou de colégio. Foi engraçado que não lembrei de falar sobre isso com o dono da escola quando fui conhecê-la e nem na hora da matrícula eu lembrei. Na primeira semana de aula me toquei e corri para falar com o diretor, que felizmente me atendeu muito bem e não demonstrou nenhum preconceito. (Em outra coluna podemos falar sobre o preconceito na es cola)
Na primeira reunião com a professora quis checar se ele havia falado com ela sobre o assunto e em sua resposta tive a certeza de que sempre fiz a coisa certa: ela me contou que foi ótimo eu ter contado ao diretor porque no mesmo dia ele falou com ela e naquela semana mesmo meu filho falou sobre o assunto com ela também. Ele encontrou um amigo na mesma classe, que também é filho adotivo, e os dois foram perguntar para a professora se ela também era adotiva. Na mesma hora, como ela já sabia da história dele, ela disse que não, que ela era filha "de barriga" da mãe dela, mas que ela achava muito legal quem era adotado porque os filhos adotivos são muito desejados, muito procurados e muito amados. Os dois meninos sairam felizes da vida do papo com a professora e possíveis constrangimentos foram evitados. Será que se ela tivess e sido pega de surpresa o papo seria tão tranqüilo? Pode até ser que sim, durante o ano percebi que a professora tinha mesmo uma cabeça boa, mas, como diz o ditado, prevenir é bem melhor do que remediar.
Mônica Krausz é Jornalista Amiga da Criança e mãe adotiva do Vincent, 8 anos. Há 9 anos é voluntária do Projeto Acolher, ONG de apoio a adoção, em São Paulo (SP).