terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Cartório altera programa por pais gays

matéria da jornalista Jucimara de Padua publicada no Jornal A CIDADE de Ribeirão Preto Quinta-Feira, 5 de Fevereiro 2009

O casal de homossexuais João Amâncio, o John, e Edson Paulo Torres recebeu ontem o documento para fazer o registro dos quatro filhos adotivos sobre quem eles têm a guarda provisória há dois anos. Mas o novo registro das crianças só deverá sair hoje por um motivo curioso. “Não conseguimos fazer isso hoje [ontem] porque o programa de computador do cartório é configurado para imprimir pai e mãe no registro civil das crianças. No nosso caso, tem que sair pai e pai”, explica John.
No documento também serão registrados os nomes dos avós paternos das crianças. “Eles [os funcionários do cartório] vão alterar o programa e nesta quinta-feira estará tudo certo”, afirma John.
Novos vínculos
Ontem, o casal também foi até o cartório do bairro Campos Elíseos e retirou o vínculo que as crianças tinham com a família anterior. “Em todos os documentos deles vai constar agora o nosso nome. O vínculo com a família do passado foi quebrado. Agora temos um futuro pela frente e as marcas do passado vão ser enterradas de vez”, disse o cabeleireiro.
Segundo ele, a nova família vai se sentir plenamente realizada quando tiver em mãos a documentação oficial da adoção.“Com o registro deles vou comemorar de verdade e me sentir vitorioso. É uma conquista muito grande e uma quebra do tabu da família tradicional. Duas pessoas que se amam como nós têm muita capacidade para criar seus filhos”, comenta John.
A adoção foi autorizada pelo juiz Paulo César Gentile, da Vara da Infância e da Juventude, do Fórum de Ribeirão Preto.
Preconceito
O cabeleireiro conta que em nenhum momento sentiu algum tipo de preconceito da população contra o casal gay que resolveu adotar quatro crianças.“O preconceito vem das instituições. É a religião, a política, as leis, mas as pessoas nos tratam muito bem”, afirmou.
Ele disse que já foi parado várias vezes nas ruas por senhoras que fazem questão de abraçá-los e dar os parabéns pela atitude.“Tem gente que chega e diz que ficou arrepiada com a nossa atitude e abraça a gente. Recebemos muitos elogios”.
Futuro
O casal já criou dois filhos biológicos de Torres e agora sonha com o futuro de mais quatro crianças.“Temos muito carinho e educação para dar a eles. Nossa orientação sexual não influencia em nada.”
O casal John e Torres ganhou a tutela provisória de quatro crianças que estavam no Carib (Centro de Adoção de Ribeirão Preto) em 2007. A tutela dos irmãos Suelen, Caroline, Willian e Beatriz foi concedida pelo juiz Paulo César Gentile, da Vara da Infância e da Juventude de Ribeirão Preto. Ele tomou a decisão após receber uma carta de Suelen, a irmã mais velha das crianças. Ela pedia para que Gentile autorizasse ela e os irmãos a morarem com o casal.
Com os cabeleireiros, as crianças realizaram vários sonhos que não tiveram com os pais biológicos, viciados em drogas: participaram da primeira festa de Natal e souberam o que é comemorar um aniversário. As crianças também frequentam a escola e têm boas notas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Angelina Jolie quer adotar outra criança

"Em visita ao campo de refugiados de Burma, Tailândia, Angelina Jolie se encantou por mais uma criança. Conhecida pela beleza e pelos filhos adotados em diversos países, a atriz é embaixadora da boa vontade de uma agência da Organização das Nações Unidas desde 2001, e já visitou mais de 20 campos de refugiados.
Segundo o jornal "
Daily Mail", Angelina estava com a cabeça em outro lugar durante o Bafta Awards, premiação a qual ela compareceu neste último fim de semana com o marido Brad Pitt. Ela já esta procurando saber dos processos legais para adotar uma criança na Tailândia.
"O campo de refugiados de Burma realmente afetou Angelina. Ela não pode ver o sofrimento destas pessoas, especialmente crianças. Angelina passou a maior parte da semana passada no centro de refugiados. Ela decidiu que sua próxima adoção deverá ser em Burma e pensa que se puder salvar outra criança é melhor do que não fazer nada", disse uma fonte ao "Daily Mail".
Angelina e Brad Pitt já tem três filhos biológicos (Shiloh, Knox e Vivienne) e adotaram Madox no Camboja, Pax, no Vietnã e Zahara na Etiópia
. "
materia retirado do site MSN entretenimento

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Queridos amigos,

Desejamos um 2009 grandioso para cada um de vocês!! Aproveitamos, também, para convidá-los para a primeira reunião desse ano, que ocorrerá nesse próximo sábado às 16 horas.
O tema que propomos para conversa é "Como construí a minha decisão de ter filhos através da adoção". Encaminho, ainda, o calendário de datas e temas de 2009.
Aguardamos a sua presença, que como sempre é muito especial!
Abraços,

sábado, 7 de fevereiro de 2009

14 de fevereiro - 1a. reunião de 2009!

A equipe de voluntários do projeto ACOLHER já definiu as reuniões de 2009!
E a primeira reunião será no dia 14 de fevereiro, com inicio ás 16 horas!
Aguarde que nos próximos dias publicaremos o convite completo, com o tema da reunião e outras informações!
Esperamos vcs lá!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

adoção envolve aspectos tardios e inter-raciais

matéria publicada no site MSnoticias

Amor à primeira vista. Assim pode ser chamada a adoção de Wellinton, um adolescente de 13 anos, por Maria Alice e João Ricardo, um casal com quase 60 anos e duas filhas biológicas, uma de 29 e outra de 30 anos.
Os dois são dentistas aposentados, mas ele ainda mantém o consultório na Capital.Eles abriram o coração para um novo amor: um adolescente da Comarca de Coxim que, mesmo estando há pouco mais de 40 dias (contados pela mãe) com a nova família, já se sente em casa.
Maria Alice sempre quis adotar um menino e o marido nunca havia concordado com essa possibilidade até conhecer o garoto.No começo ela ficou um pouco assustada com a nova estrutura familiar, mas a sensação passou logo. “Está sendo muito interessante, uma renovação”, contou a dentista, mencionando que o menino ainda não a chama de mãe, porém ela acredita que isso acontecerá com o tempo. “Ele não consegue porque não está acostumado. Não vou forçar nem cobrar”.
João Ricardo explica que não desejava adotar anteriormente porque já tinhas as filhas, contudo se decidiu pela adoção quando percebeu a oportunidade de transformar a vida de Wellinton, de possibilitar a ele o acesso a uma família, à educação, à cultura, enfim, uma vida digna em sociedade.“Ele é um amigo que está sempre comigo. Acompanha-me nas caminhadas, no consultório e me possibilita mostrar que existe um mundo melhor, mas ele tem que conquistar suas próprias coisas. Tento ensinar a ele noção de valores”, contou.
Questionado sobre o título de novo pai, João Ricardo brinca: “Uma hora ele me chama de pai, outra de tio – acho que vou precisar de analista”. O dentista sabe que, com o tempo, a palavra pai sairá do menino naturalmente.Segurança – As percepções sobre a transformação na vida do adolescente com a adoção aconteceram em momentos diferentes. Maria Alice sentiu que o olhar triste do filho desapareceu quando eles conversaram sobre a possibilidade de adoção. João Ricardo acredita que o sentimento de segurança surgiu no garoto no final da audiência em que foi concedida a guarda provisória.
Nem Maria Alice nem João Ricardo perceberam nas pessoas que os cercam nenhum tipo de preconceito quanto ao novo filho, por ser ele adolescente ou ter descendência negra. Ambos contaram a seus familiares e notaram somente alegria. João Ricardo já levou Wellinton para tirar a carteira de identidade.
Inter-racial - Na adoção de Wellinton dois aspectos importantíssimos devem ser considerados: adoção tardia, envolvendo crianças com mais de três anos, e inter-racial. Questionada sobre a adoção, a assistente social da Comarca de Coxim, Doêmia Ignez Ceni Gomez, comemora a nova família e lembra que casos como o de Wellinton não acontecem todos os dias. “Precisamos trabalhar mais a sociedade para que o adotado não carregue o estigma de abrigado. Nosso trabalho é inserir a criança na comunidade, mas a própria sociedade a discrimina.
Exemplos como o de Maria Alice e João Ricardo, de amor ao próximo por pessoas que optam pela adoção, deveriam ter efeito multiplicador. Esperamos que um dia a sociedade entenda que adotar é dar amor. Só isso”, disse a assistente social. O novo pai aproveitou para questionar a mentalidade de pessoas que preferem adotar somente crianças recém-nascidas, brancas, de olhos azuis ou verdes e lembrou que se não houvesse tanto preconceito, crianças e adolescentes não ficariam tanto tempo nos abrigos à espera de adoção.
A adoção de criança com características raciais diferentes daquelas dos pais adotivos, em alguns casos, é motivo para preconceito duplo: um pela adoção e outro por esta diferença, contudo se ressalte que a cor da pele ou dos olhos não determina o sucesso de uma adoção. O sucesso está na experiências positivas na nova família, no carinho, na orientação e no amor. “Infelizmente no Brasil a cultura da adoção ainda não é como deveria ser. Os candidatos a pais querem crianças brancas, recém-nascidas, que possibilitem a busca de semelhanças físicas. Poucos têm a coragem de adotar uma criança de cor diferente ou adolescente, acrescentou Doêmia.
Para ela, a adoção deve transcender o espaço físico: deve se originar na alma. A assistente social acredita no desprendimento e no potencial de amar do ser humano. “Li o depoimento de uma mãe adotiva de quatro filhos que me impressionou. Ela disse que teve quatro filhos com a carga do DNA da alma, cada um a seu tempo e com traços pessoais encantadores. Por que não podemos ter mais pessoas assim, que se dispõem a amar incondicionalmente? Pessoas que não se preocupam com idade ou cor, que querem apenas amar? Elas existem sim, temos apenas que encontrá-las e apresentá-las às crianças disponíveis para adoção”.
Adoção famosa - O ator Marcelo Antony é pai adotivo de duas crianças e conta sempre sua história em meios de comunicação, na esperança de ver seu exemplo seguido. Inicialmente ele queria adotar uma menina, recém-nascida, branca, saudável, do sul do país, descendente de europeus. Adotou Francisco, um menino, mestiço, de nove meses de idade, que nasceu prematuro e com uma hérnia umbilical. Depois de algum tempo, adotou Stephanie.
Antony lamenta que, sempre que é citado em companhia de Francisco e Stephanie, a imprensa se refira a eles como filhos adotivos. Para o ator, eles são simplesmente filhos.
04/02/2009 - 08:04

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

1a. reunião de voluntários de 2009

Neste sábado, 7 de fevereiro, os voluntários que coordenam o Projeto ACOLHER farão a primeira reuniõa de planejamento do ano. Nesta reunião serão discutidos os temas das reuniões programadas para 2009, as dinamicas a serem empregadas e os textos que usaremos como apoio.
A equipe de voluntários reune-se mensalmente, antes das reuniões temáticas, com o objetivo de planejar as reuniões.
Se você quiser fazer parte da equipe de voluntários , ajudar, entre em contato!