segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Homem solteiro que adotou bebê ganha direito à licença maternidade

publicado no site TUDONA HORA em 29/12/2008

Sampaio pediu ao INSS o mesmo beneficio concedido às mulheres que adotam uma criança.
O advogado Ricardo Sampaio conseguiu na Justiça Federal da Bahia o direito à licença de três meses para cuidar de um filho adotivo. Servidor público federal e solteiro, ele adotou um bebê de quatro meses.
Sampaio pediu ao INSS o mesmo beneficio concedido às mulheres que adotam uma criança. Como o pedido foi negado, ele entrou com um processo na Justiça Federal. Esta semana, um ano e seis meses depois da adoção, o juiz Marcos Antonio Garapa de Carvalho, da Vara Federal de Feira de Santana (BA), aceitou o pedido do advogado, informa a Rede Bahia.
"Me baseei no princípio da igualdade, que está na Constituição Federal, porque se uma mãe que adota uma criança tem direito a 90 dias, que ela não vai precisar se recuperar de um parto porque ela é mãe adotiva, então, por que não um pai adotivo ter esse mesmo direito?", questiona o advogado.
Sampaio está em processo de adoção de mais uma criança, um menino de um ano e dois meses e pretende lutar por mais um período de licença. Se conseguir de novo, poderá se ausentar do trabalho por um mês. De acordo com a nova lei da licença maternidade, no caso de adoção de crianças de um até quatro anos de idade, a licença será de 30 dias.
Em julho deste ano, o assistente social Gilberto Antonio Semensato, que adotou uma criança, também conseguiu o direito a licença maternidade de três meses. A concessão foi dada em processo administrativo do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas), onde Semensato trabalha. Conjur

domingo, 28 de dezembro de 2008

Após 17 anos, mãe encontra filho que foi adotado por casal alemão

publicado no site G1 em 28/12/08 - 12h38 - Atualizado em 28/12/08 - 12h38

Reencontro entre jovem e mãe biológica ocorreu em Salvador.
Edvan, que não fala português, volta para a Alemanha em janeiro.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Bahia

Após 17 anos de separação, uma dona de casa de Salvador reencontrou o filho que tinha sido adotado por um casal de alemães. O encontro ocorreu neste sábado (27). A mãe do menino, Marli Conceição de Jesus, contou que o Juizado recolheu Edvan quando vizinhos denunciaram que ela e o ex-marido, que trabalhavam como catadores de lixo, deixavam os filhos sozinhos em casa. Com seis meses, Edvan nunca tinha tomado leite.

"Eu passava muita necessidade com eles pequenos. Ele estava muito magrinho, estava muito desnutrido mesmo por falta de alimentação", conta a mãe biológica. Marli acabou entregando o menino para adoção e nunca mais soube onde ele estava. "Eu achei que nunca mais ia ver ele. Achei que ia morrer e não mais ver meu filho", revela.

Quando o casal Manfred e Monika encontraram Edvan numa creche, ele tinha sete meses e pesava 2,7kg. Manfred e Monika, que moraram em São Roque do Paraguaçu por três anos, acabaram adotando Edvan e outro menino de São Roque, Martin, e voltaram para Walldorf, na Alemanha.
Desde então, vinham tentando, por meio da creche, reencontrar a mãe do menino. "Eu mesmo sou um filho adotivo. Por isso, eu sei que a coisa mais importante é conhecer os pais de sangue", diz Manfred.
Promessa
Há três meses, a mãe foi encontrada e a família comprou as passagens para cumprir a promessa de promover o reencontro. Edvan descobriu que tem três irmãos. As gêmeas Gilvânia e Gilvana, e Diego, 21 anos, que tentou falar com Edvan pelo telefone. O problema é que o rapaz só fala alemão e não entendeu uma palavra. Edvan explica que sempre sonhou em encontrar a mãe. Prometeu continuar mantendo contato e disse que vai aprender português para entender o que a mãe fala. Marli também não entende uma palavra do que o filho diz. Mas quem disse que sentimento tem que ser traduzido? Martin, o outro filho adotivo, também reencontrou a mãe. O reencontro foi na sexta-feira (26), na cidade de São Roque do Paraguaçu. O casal e os dois meninos voltam para a Alemanha em janeiro.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Número de famílias querendo adotar é cinco vezes maior do que o de crianças

publicado no site G1 em 24/12/08 - 20h58 - Atualizado em 24/12/08 - 21h18

São pelo menos 11 mil pretendentes a pais e 2 mil esperando adoção.Restrições ao perfil da criança podem ajudar a explicar disparidade.
Do G1, com informações do Jornal Nacional


O Brasil tem cinco vezes mais famílias que querem adotar um filho do que crianças esperando para serem adotadas. O número está em um cadastro elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em todo o país, pelo menos duas mil crianças e adolescentes aguardam a adoção. No entanto, existem mais de onze mil pretendentes a pais. Os dados do cadastro, criado há oito meses, mostram que as restrições ao perfil da criança podem ajudar a entender essa disparidade. Segundo o CNJ, 90% dos interessados em adoção são casados e 76% não têm filhos. Do total de quem está disposto a adotar, 70% só aceitam crianças brancas –assim como 70% dos que querem também são brancos. Mais de 80% exigem crianças com no máximo três anos de idade. No entanto, só 7% dos adotáveis estão nessa faixa de idade.

saiba mais
Cartilha incentiva adoção de crianças mais velhas
Cadastro nacional facilita adoção em estados diferentes
Casal gay do RN adota crianças pelo cadastro de adoção
Adoção de crianças vai ser menos burocrática no país

A psicóloga Soraya Pereira rompeu essas barreiras na hora da adoção. Mãe de dois filhos adotivos, ela comanda uma instituição para apoiar apadrinhamentos e adoções.

“Eles [os pais interessados] exigem um perfil que é dentro dos sonhos, dentro da fantasia, dentro da imaginação. A diferença vem muito dessa idealização. E filho não é isso. Nenhuma relação é assim. Você vai adotando, porque é esse aconchego, é esse dia a dia que vai construindo, que vai construindo essas relações”, diz. Ela é mãe do hoje adolescente Hugo, de 15 anos, que foi adotado assim que nasceu. A irmã dele, Tainá, de 13, foi adotada com quatro anos. “Eles chegaram no momento oportuno e são meus filhos. Não sei pensar de outra forma”, afirma o pai, Sebastião.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Você está pronto para adotar uma criança?

Navegando pela Internet descobrimos que o site MINHA VIDA puiblicou uma matéria intitulada: Você está pronto para adotar uma criança?

A matéria é bem interessante e traz links para diversos outros textos, veja em:

http://www.minhavida.com.br/materias/bebe/Voce+esta+pronto+para+adotar+uma+crianca.mv

Você está pronto para adotar uma criança? Antes de responder, conheças as histórias e as experiências de quem conhece o assunto
Quem passou pela experiência jura, de pés juntos, até ter esquecido: adotar uma criança é, praticamente, o mesmo que dar à luz um novo bebê -- sentimento que a produtora Cristina Di Cianni provou na prática e, agora, compartilha com os leitores do recém-lançado Filhos Adotivos, Pais adotados: Depoimentos e Histórias de Escolhas (225 páginas, R$ 29,80).Na obra, estão reunidas histórias emocionantesde pais adotivos e crianças adotadas, incluindo relatos de personalidades conhecidas como Fábio e Tizuka Yamasaki, de Mílton Nascimento e de Yara e Juca Chaves. (tudo sobre o seu bebê, você encontra aqui)
Não considero a adoção um remédio para os males sociais e também nãoa Cho que ela sirva para qualquer um. As histórias do livro mostram vivências delicadas, às vezes cheias de angústias e com pontos de vista diversos , afirma Cristina. Mas, certamente, menos dolorosas que vidas sem vínculos, solitárias, vazias e desamparadas.
Tocar no assunto sem levar em conta as dificuldades práticas e burocráticas do processo é praticamente impossível. No Brasil, ele é bastante detalhado. Mas deve mesmo ser assim para garantir a proteção da criança: é necessário investigar a família que quer adotar e, claro, a reintegração à família de origem precisa ser uma possibilidade esgotada antes de finalizar a causa , opina a produtora.(
se vai ter um segundo filho, prepare-se para lidar com os ciúmes entre os pequenos) Mas nada disso é páreo para quem já refletiu o bastante e está convicto da idéia de ter uma nova criança em casa. Contrariando o que diz o senso-comum, os dados nacionais apontam que o número de casais dispostos a adotar um filho é bem maior do que a quantidade de crianças à espera de uma família que as acolha.
O problema é que a maioria dos casais quer bebês de até seis meses, brancos e do sexo feminino , diz a professora de Psicologia da Universidade Federal do Paraná, Lídia Weber. Por isso a conta não fecha.
(se você tem mais de 40, veja os riscos de uma gravidez nesta idade)
Será que eu vou gostar dele? Mesmo depois de conhecer a criança e dar andamento à papelada, é absolutamente normal ter esse tipo de dúvida. Só não vale ficar prostrada diante dela. Se nem mesmo os filhos biológicos atendem rigorosamente as expectativas dos pais, como exigir isso de uma criança adotiva? É injusto , pontua Cristina. E a criança tem o direito de conhecer a própria história, nada de esconder a origem dela. Mas explicações muito detalhadas, pelo menos na infância, são dispensáveis. Diga que seu filho nasceu de um pai e uma mãe que não puderam cuidar dele. Mas que ele é muito amado e, por isso, tem vocês como pais de coração e criação , sugere Cristina. No começo, pode ser difícil para a criança entender.
(conte com a ajuda dos livros para superar os desafios dessa nova fase)Com o fortalecimento dos laços, no entanto, essa explicação vai calar fundo na cabecinha dela que, realmente, vai se sentir realmente muito querida , pondera a terapeuta Lídia Weber. No futuro, se a criança quiser encontrar os pais biológicos, aceite numa boa. A curiosidade é normal e não significa falta de amor. Ao contrário, um pedido desses só revela o quanto ela confia nos pais de criação. Dê assistência e mostre que vocês são os pais dele e que querem apoiá-lo em qualquer decisão , ensina Lídia.
É uma situação delicada, que vai tentar responder quem são os pais biológicos, por que eles não quiseram assumi-lo e como isso mudou a vida dele. São questões diretamente ligadas à auto-estima e à identidade. Mas não devem ser encaradas como um problema, pois o vínculo afetivo sempre fala mais alto. E, como diz a cantora, lar é onde o coração está , complementa Cristina.
(conheça seus direitos e aproveite os primeiros meses junto ao bebê)Como adotar Para adotar uma criança, é necessário ter mais de 21 anos. Além disso, é preciso ter mais de 16 anos de diferença da criança adotada. Já a criança deve ter até 18 anos, exceto se já estiver sob guarda ou tutela Os pais biológicos devem ser desconhecidos ou precisam, formalmente, ser destituídos do pátrio poder. Não é necessário ser casado. O estado civil não muda em nada. Se você quer adotar, procure o Juizado de a Infância e Juventude para fazer um Cadastro de Pretendentes para Adoção com dados de identificação pessoal, renda financeira, profissão e domicílio. Também deve identificar sexo, cor e idade da criança ou adolescente pretendido.
Estrangeiros Residentes no Exterior A adoção de uma criança brasileira por um estrangeiro residente no exterior é considerada pela lei medida excepcional. Por isso, só é possível quando a criança ou adolescente não for pretendido por alguém que more pessoa residente no País. De toda forma, antes de legalizar o processo, os pais candidatos à adoção devem passar por um estágio de convivência em território nacional de, no mínimo, quinze dias quando a criança tiver dois anos e trinta dias quando ela estiver acima de dois anos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Casal estrangeiro adota crianças sergipanas

noticia publicada no site do TJSE em 01 dezembro de de 2008
Esta semana a Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargadora Célia Pinheiro, recebeu a vista do casal francês que está em processo final de adoção de dois irmãos naturais do município de Brejo Grande.
Esta semana a Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargadora Célia Pinheiro, recebeu a vista do casal francês que está em processo final de adoção de dois irmãos naturais do município de Brejo Grande.
As crianças, de 1 e 2 anos, estavam abrigadas no Abrigo Sorriso e estavam inseridas na Cadastro Nacional de Adoção. Elas já passaram por um estágio de convívio com o casal e se mostraram adaptados aos novos pais. A As crianças, de 1 e 2 anos, estavam abrigadas no Abrigo Sorriso e estavam inseridas na Cadastro Nacional de Adoção. Elas já passaram por um estágio de convívio com o casal e se mostraram adaptados aos novos pais.
A sentença sairá no próximo dia 19 de dezembro e assim que regularizada a situação das crianças com o Consulado francês, a família seguirá para a França.O casal não possui filhos naturais e aguardava pela oportunidade de adotar uma criança desde 2005. Para os franceses, os irmãos representam presentes de Natal.A Presidente Célia Pinheiro ficou comovida com o ato de amor do casal francês e destacou a importância da adoção internacional. “Fico muito feliz em ver que nossas crianças estão encontrando um lar, mesmo que não seja aqui no Brasil, onde a prática da adoção se torna muitas vezes complicada visto as exigências dos pretensos adotantes.
Tenho certeza de que estas crianças serão muito felizes e terão as oportunidades que aqui não lhe foram oferecidas”, considerou.