segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Perfil exigido em adoção muda em São Paulo

[O Estado de S. Paulo (SP), Karina Toledo; A Gazeta (MT) – 22/08/2008]

Número de pessoas indiferentes à raça das crianças aumentou de 20,69% para 28,06%
O perfil das crianças pretendidas para adoção no estado de São Paulo sofreu uma pequena mudança nos últimos anos, embora ainda predomine a opção por meninas brancas, sem irmãos e com menos de 3 anos. É o que mostra o levantamento realizado pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai) de São Paulo com dados de 2005 a 2007.
O avanço mais significativo foi em relação à raça pretendida. Embora a cor de pele branca ainda seja a preferida para 38% das pessoas que desejam adotar, o número dos indiferentes a esse quesito aumentou de 20,69% em 2005 para 28,06% em 2007. O percentual de pretendentes que desejam crianças com menos de 3 anos caiu de 82,68% para 74,20%. No entanto, crianças com mais de 6 anos continuam sendo a opção de menos de 1% dos requerentes. Já o total dos que se dizem disponíveis para a adoção de grupos de irmãos aumentou de 24,79% para 32,88%.
Na avaliação do juiz Reinaldo Cintra Torres de Carvalho, da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, os números são muito promissores. "Quando se trata de mudar paradigmas, mudar a cabeça das pessoas, o processo é lento e paulatino. Mas o movimento começou", avalia.
Tempo para adoção
O artigo que estabelece o prazo de 120 dias para que o Judiciário determine se uma criança deve ou não ser colocada para adoção é visto com preocupação pelo juiz Reinaldo Cintra Torres de Carvalho. "A intenção de agilizar o processo de adoção é boa, mas esse prazo nem sempre é suficiente para que um juiz possa decidir a vida de uma criança.
Da forma como foi aprovado, o projeto força o Judiciário a tirar as crianças das famílias (pobres) para colocá-las em adoção. Não cria mecanismos para que essas famílias sejam reestruturadas”, avalia.

domingo, 17 de agosto de 2008

Próximas Reuniões do ACOLHER

13 de Setembro
ADOÇAO CONSENTIDA - ADOÇÃO "PRONTA"

18 de Outubro
ADOÇÃO DE CRIANÇAS MAIORES, DE ETNIAS DIFERENTES DOS PAIS OU COM NECESSIDADES ESPECIAIS

08 de Novembro
ADOÇÃO DE GRUPOS DE IRMÃOS

06 de Dezembro
CONTAR À CRIANÇA SUA HISTÓRIA

ANOTE EM SUA AGENDA! COMPAREÇA!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

16 de AGOSTO! Proxima reunião do ACOLHER

Indicação se for a pé ou de ônibus: Seguir até a Avenida Nossa Senhora do Sabará , 2426, entrar a direita na Rua Norma, virar a primeira esquerda e seguir em frente até encontrar o portão da escola.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Sonho de bebê ideal atrapalha adoções

publicado no Jornal do Commercio (PE), Carolina Brígido - 11/08/2008

Meninas com até 2 anos de idade são preferência nas adoções

Dados do Cadastro Nacional de Adoção, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), derrubam o mito de que no Brasil existem mais crianças esperando pela adoção do que adultos interessados em assumir a guarda delas.
Os números mostram que para cada 16 pessoas ou casais registrados há uma criança à espera da adoção. Ao todo, são 1.994 pretendentes para 119 crianças. Apesar do alto número de pais candidatos, os processos costumam demorar porque há incompatibilidade entre o tipo de criança desejada e a realidade brasileira. Meninas com até 2 anos de idade e de pele branca são as mais procuradas.
No entanto, a maioria das crianças que aguardam para serem adotadas são meninos de pele parda, entre 9 e 13 anos. "A família geralmente estabelece um perfil excludente e inegociável. Tem aumentado o número de famílias interessadas em crianças com faixa etária mais elevada.
Mas a resistência a esse grupo ainda é alta", conta o psicólogo-chefe da Vara da Infância e da Adolescência do Distrito Federal, Wagner Gomes de Sousa. O cadastro revela, ainda, que a maioria dos adultos interessados na adoção não tem filhos biológicos, mora em São Paulo e tem renda mensal entre cinco e dez salários mínimos.

domingo, 3 de agosto de 2008

Exigência de perfil específico de crianças explica espera em fila de adoção

publicada no GLOBO em 3 de agosto de 2008

Para cada 16 interessados em adotar, há uma criança aguardando. Noventa por cento dos candidatos procuram meninas brancas com até 2 anos, mas a maioria das crianças em abrigos é do sexo masculino, da cor parda e têm entre 9 e 13 anos de idade
Segundo informações do Cadastro Nacional de Adoção, criado pelo Conselho Nacional de Justiça, o número de pessoas ou casais dispostos a adotar uma criança é superior ao de meninos e meninas à espera de uma família. Para cada 16 interessados, há uma criança aguardando.

No total, são 1.994 pretendentes para 119 crianças. O problema, no entanto, é que os processos demoram porque há uma incompatibilidade entre o tipo de crianças desejadas e a realidade brasileira. Juízes que atuam em vara de família dizem que mais de 90% dos candidatos procuram o "perfil clássico", ou seja, meninas brancas, saudáveis e com até 2 anos. Entretanto, a maioria das crianças em são do sexo masculino, de cor parda e têm entre 9 e 13 anos de idade.
O cadastro, lançado em 29 de abril, revela ainda que a maioria dos adultos dispostos à adoção não tem filhos biológicos, mora em São Paulo e possui renda mensal de 5 a 10 salários mínimos. O cadastro foi lançado em 29 de abril e, aos poucos, tem sido alimentado. Até agora, 2.268 varas de primeira instância da justiça estadual já repassaram os dados. O prazo termina em novembro, mas o número atual pode ser considerado um retrato. Como o cadastro é nacional, será possível cruzar o perfil desejado com o das crianças disponíveis.