sexta-feira, 22 de junho de 2007

a história de Dani

Uma das certezas do Projeto ACOLHER é que a gente aprende muito ouvindo a história e as "estórias" das pessoas. Por isto uma parte significativa de nossa atuação nestes 7 anos são as reuniões presenciais que acontecem todo mês.
Nestas ocasiões as pessoas tem oportunidade de conversar e ouvir as impressões e os sentimentos dos outros, e isto nos faz aprender muito.
Pensando nisto iniciamos uma série de pequenas entrevistas/depoimentos com as estórias de algumas pessoas que fazem parter do ACOLHER, assim, as pessoas que nos visitam virtualmente também podem compartilhar destas estórias.
Se você tiver vontade de contar um pouco de sua história, mande seu depoimento para spprojetoacolher@yahoo.com.br
Hoje vamos conhecer um pouco da vida da Roberta, que faz parte da Diretoria atual do Projeto ACOLHER e de sua menina Daniela. Fizemos então uma pequena "entrevista"
Por favor, nos conte com é sua familia hoje.
- A minha família é composta por mim, Humberto e Daniela, filha do meu primeiro casamento.
Quando você adotou sua filha, que idade ela tinha? Porque você partiu para a adoção?
- Em 1998 a Daniela chegou para a gente, tinha 3 meses e 20 dias, era muito linda, gordinha e risonha. Resolvemos adotar pq não conseguíamos (Roberta e seu primeiro marido) engravidar e eu não quis fazer a fertilização in vitro, queríamos ser pais e ter um filho adotivo supriria a nossa necessidade.

Sua estoria de adoção foi meio enrolada, você ficou vários anos apenas com a guarda provisória de sua filha não é? Pode nos contar o que aconteceu?
-
A Dani chegou bem nenê, porém logo em seguida eu recebi um comunicado (não entendo dos termos jurídicos) da Vara da Infância relatando que o caso da Dani tinha algumas pendências. Resolvemos constituir um advogado para acompanhar o caso. Pelo que entendi na época foi questionada a destituição do pátrio poder e o local onde deveria correr o processo. Após um tempo conseguimos que o caso permanecesse na Vara da Infância do Jabaquara, porém a questão da destituição do pátrio poder foi retomada e a mãe biológica teve que ser citada. Ela não foi encontrada e quando a Dani completou 7 anos conseguimos a adoção.
Quero registrar que nesse tempo recebi o apoio fundamental do Projeto Acolher e em especial da Bia
(voluntária e uma das pessoas que fundaram o ACOLHER) que me acolheu com muito carinho.
Você lembra de alguma estória engraçada envolvendo esta questão da adoção na sua vida?
-No meu trabalho tenho algumas fotos da Dani e uma certa ocasião, quando o rapaz que estava fazendo um serviço de manutenção na minha sala viu as fotos e perguntou: "O seu marido é negão?"
Fora esta questão da demora em ter a guarda definitiva de sua filha, o que mais você considera uma dificuldade com relação á adoção?
-Para mim a dificuldade que tenho enfrentado é que a Dani não gosta de se sentir diferente das outras crianças. Ela está com 9 anos e meio, tem os questionamentos típicos de sua idade e além disso estou querendo adotar outra vez, o que expõe a situação adotiva dela.
E porque trabalhar no Projeto ACOLHER?
- Procurei o Projeto Acolher quando a Dani tinha 2anos e meio. Queria que ela tivesse contato com outras crianças adotivas e percebesse que ela não era um ET. Desde então, já se vão 7 anos, continuo no Grupo. Essa opção se deve a uma necessidade pessoal (encontro comigo mesma e com o outro) e a firme crença que a troca de experiências que ocorrem durante as nossas reuniões têm fortalecido muitas pessoas e permitido que encontrem a sua família REAL.
Queria falar mais alguma coisa? Deixar algum recado?
- Quero partilhar algo que aprendi nessa minha caminhada: As diferenças físicas e de personalidade devem ser encaradas como somatória na vida de pais e filhos. Amo minha filha inteiramente do jeito que é e acredito que só ela poderia ser minha.
Gostaram? Depois vamos contar as estórias de Sofia, do Eric e da Polyana, do Pedro, do Thiago e do Vitor, e de um monte de outras pessoas!
Então, se você, mesmo que não faça parte do ACOLHER, mesmo que seja de outro Estado ou outro País, queira contar sua estória, escreva para nós!

Juíza recua e quer ouvir Ministério Público sobre adoção de Gal Costa

matéria do jornalisat Raphael Gomide, publicado na folhaONLINE - cotidiano em 22/06/2007
"A juíza Ivone Caetano, da Vara da Infância e da Juventude do Rio, declarou nula sua decisão no processo que habilitava a cantora Gal Costa a realizar a adoção de um menino de quase dois anos. Ela pede a manifestação do Ministério Público, que reclamou não ter sido ouvido na decisão. Gal mantém a guarda por meio do TJ-RJ.
'Exerço o juízo de retratação para declarar nula a sentença (...), eis que proferida sem prévia intimação (...) do membro do parquet [Ministério Público] para manifestação final', decidiu a juíza.
Para a procuradora de Gal, Luci Vieira Nunes, a decisão é meramente processual. 'É só para cumprir o rito processual. (...) Quando [o Ministério Público] falar, ela profere nova sentença.'
O Ministério Público acusou irregularidades na concessão da guarda, como o fato de Gal ter passado à frente de ao menos 364 pessoas do cadastro de interessados.
Os promotores da Vara da Infância e da Juventude afirmaram que Gal não respeitou o rito habitual --visitando o abrigo e fazendo convivência com a criança-- e alegaram a suspeição da perita que analisou o caso.
Coordenadora do Serviço Social do juizado, Vera Mothé é mãe do promotor Márcio Mothé. Ele é amigo da cantora e forneceu o atestado de idoneidade moral, segundo Nunes. Márcio disse que a mãe só subscreveu o relatório, e negou influência.
Para a procuradora de Gal, a decisão que importará será a do Órgão Especial do TJ, que se prepara 'para julgar a competência do juízo [dizer se quem deve decidir o caso é a juíza Ivone Caetano ou Cristiana Cordeiro]'.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Gal Costa nega ter furado fila para adotar menino

matéria da Jornalista Marcia Vieira publicada em 21/06/2007 -no site UOL celebridades

" A cantora Gal Costa negou hoje, através de uma nota, que tenha furado a fila no processo de adoção do menino Gabriel, de dois anos, como alega o Ministério Público do Rio. Gal garante que passou por todo processo exigido pela Justiça e que, ao contrário do que diz o MP, não havia nenhum casal interessado em adotar o menino. Diz a nota que "o propalado casal, que supostamente estaria na frente da fila de espera, não estava habilitado; abandonara a criança que estava irregularmente em seu poder; deixara a criança chegar a um estado de saúde lastimável, que levou o próprio Ministério Público a pedir que ela fosse colocada em um abrigo para sua própria proteção."
O MP garante que há um casal habilitado para adoção interessado em Gabriel. O caso está no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio e deve entrar na pauta de votação em 20 dias. Três desembargadores vão decidir se Gabriel fica com Gal, com quem está desde o dia 13 de abril, ou volta para o abrigo para ser entregue ao primeiro casal interessado na adoção entre os 400 que estão na fila. O menino, que sofre de raquitismo, já passou por três abrigos para crianças no Rio. Desde janeiro deste ano, ele está legalmente disponível para adoção. Gal, que entrou em 2006 com o processo de habilitação para adoção, conheceu a criança no abrigo Casa Jimmy, em Santa Tereza. Primeiro ela conseguiu o direito de passar com ele os finais de semana e depois ganhou a guarda provisória.
Há 20 dias, o MP pediu a busca e apreensão do menino, alegando que a fila não tinha sido respeitada e que a decisão da adoção caberia à 2ª Vara Regional de Santa Cruz, bairro carioca próximo a Bangu, onde o menino nasceu. Gabriel só não foi retirado de Gal porque a cantora tinha se mudado do Rio para Salvador. Ela conseguiu um mandado de segurança para continuar com o menino até que o mérito seja julgado pelo Órgão Especial.
Gabriel está fora do padrão de criança mais procurado para adoção no Rio. Segundo o desembargador Siro Darlan, que durante 14 anos foi juiz da Vara da Infância, a maior procura é por criança branca, do sexo feminino, com menos de um ano de idade e saudável. "É terrível que seja assim porque os abrigos estão cheios de crianças para serem adotadas", diz. Darlan se juntou ao MP no pedido de investigação do caso. Quinze dias depois de Gal Costa ter conseguido a guarda provisória de Gabriel, ele mandou um ofício ao presidente do TJ, desembargador José Carlos Murta Ribeiro, pedindo que fosse investigado se Gal furou a fila.
Na nota divulgada hoje, Gal diz que Gabriel "é um brasileiro típico, caboclo, subnutrido, raquítico e com sérios problemas de saúde" e que ela "ama a criança como filho". Segundo a nota, ele está se recuperando muito bem do raquitismo, já engordou um quilo e meio e está aprendendo a falar. A primeira palavra que aprendeu foi mama."

terça-feira, 5 de junho de 2007

ACOLHER participa de reunião da CEJA

Ontem, dia 4 de junho, o Projeto ACOLHER, representado pela Roberta, Beatriz e Fábio, participou de um encontro com o Secretário da CEJA de São Paulo, Juiz Dr. Reinaldo Cintra.
O objetivo da reunião, convocada pela Dr. Reinaldo, era integrar os grupos presentes e criar uma pauta de trabalho para uma ação que visa a melhor integração entre o judiciário e os grupos de adoção.
No dia 23 de junho haverá uma nova reunião, desta vez com mais tempo, onde serão convidadas a participar as agências que cuidam da adoção internacional, para que troquem experiências com os grupos paulistas.
No final do encontro, que se prolongou até as 13 horas, os grupos presentes levantaram uma pauta de apresentação para a reunião do dia 23 de junho, bem como a forma que tem atuado ou pretendem atuar em relação ao judiciário.
Estavam presentes representantes de outros grupos do estado, entre eles Jundiaí, Sorocaba, Mogi da Cruzes, ABC, Osasco e outros.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

"Minha primeira aula de maternidade"

Esta matéria eu só achei hoje, mas foi publicada originalmente em 13 de maio.
Conta a estória da jornalista Elizabeth Fitzsimons , que vive em San Diego e é repórter do "The San Diego Union-Tribune".
Ela adotou uma menina chinesa, hoje com 3 anos, uma estoria com muitos sustos e alegrias.

Leia a estória na integra, como foi publicada no UOL MIDIA GLOBAL: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/outros/2007/05/13/ult586u478.jhtm

domingo, 3 de junho de 2007

Mãe afirma que foi fácil contar para os filhos

texto publicado em 2 de junho na FOLHA de SÃO PAULO - Cotidiano

"Ela não gosta do termo filho adotado. Para a empresária Bernadete de Andrade Candeira, 53, de São José do Rio Preto (440 km de SP), três de seus seis filhos só entraram em sua vida por um meio diferente: pela barriga de uma outra mulher.E todos os filhos não gerados de seu ventre, conta ela, foram informados da situação desde o momento em que tiveram curiosidade a respeito. "Digo até o nome da mãe que o gerou. Mas explico: Você é meu filho, só nasceu na barriga de outra pessoa, porque não podia nascer da minha" diz ela.
Bernadete não podia ter mais filhos porque, em decorrência de problemas de saúde, teve o útero retirado cinco anos antes da primeira adoção. Antes, ela queria ter mais um filho biológico.
O primeiro filho adotivo foi Rodnei Augusto. Na época, ele tinha quatro anos e, hoje, está com 22. Além de Rodnei, a família tem ainda Leandro César, com 20 anos (foi adotado com seis anos) e, a caçula, Priscila Carla, hoje com oito anos (adotada com oito meses).
A empresária diz que foi sempre muito fácil para ela tratar desse assunto porque tem uma convicção: os filhos seriam dela de qualquer forma, mas foi Deus quem escolheu o caminho. "Eu acredito nisso. Se eu não me convenço, fica muito mais difícil para a criança entender", diz.
Bernadete afirma que o carinho e a dedicação têm dado resultado. Leandro agora é pai de uma menina, com dois meses de idade, e tem mostrado uma "paixão" muito grande por sua família."


Veja a matéria na internet: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0206200717.htm

sábado, 2 de junho de 2007

Para filhos, pais adotivos são mais participativos

artigo publicado dia 2 de junho na Folha de São Paulo - Cotidiano

Pesquisa ouviu 300 filhos adotivos e 300 biológicos, com idades entre 8 e 56 anos
Uma das conclusões do estudo da UFPR é que, quanto mais cedo a criança souber que foi adotada, mais elevada será sua auto-estima

Pais adotivos são mais participativos, convivem em maior harmonia conjugal e interagem mais com os filhos do que pais biológicos. É o que dizem os próprios filhos, em pesquisa recém-finalizada pela psicóloga da UFPR (Universidade Federal do Paraná) Lídia Weber.
O estudo ""Adoção e Interação Familiar: uma comparação entre famílias adotivas e biológicas" submeteu questionários a 600 pessoas -300 filhos adotivos e 300 biológicos- de diferentes partes do país, com idades de 8 a 56 anos.
A conclusão, segundo Weber, "desmitifica a filiação adotiva", por revelar que a família adotiva tem as mesmas características da família biológica, e também por derrubar tabus e preconceitos sobre a adoção.Um dos tabus que caem, aponta a pesquisadora, é o de adiar o máximo possível a revelação de que o filho é adotado. A pesquisa apontou que, quanto mais cedo a criança tomar conhecimento, mais elevada é sua auto-estima.
Todos os filhos adotivos ouvidos na pesquisa sabiam de sua condição. Entre as crianças, o índice de elevada auto-estima superou 80%. Com o avanço da idade, essa taxa tem forte queda: é de cerca de 35% em adolescentes adotados e cai para 15% em adultos.
Para Weber, a baixa auto-estima dos adultos adotivos se deve ao preconceito que envolvia a prática no passado. ""O filho adotivo era considerado de "segunda classe", e só se falava sobre adoção por sussurros. O resultado indica uma redução do preconceito em relação às adoções atuais", afirma a psicóloga da UFPR.BiológicosEntre filhos biológicos, a tendência se inverte: identificou-se auto-estima elevada em cerca de 10% das crianças e em quase 100% dos adultos. Esses índices, segundo a psicóloga, aparecem com freqüência em estudos comportamentais -a surpresa para ela foi a auto-estima elevada das crianças adotivas, que ela atribui à consciência de sua condição.
Enquanto 46,1% dos filhos biológicos apontaram clima negativo alto entre os pais, no grupo de adotados essa situação foi notada por uma parcela menor: 26,6%. Weber diz que isso ocorre pela sintonia entre os casais adotantes, que normalmente têm problemas de infertilidade e se unem fortemente em torno da decisão.
A melhor avaliação dos pais pelos filhos adotivos se repete em outros aspectos do estudo. Das crianças e adolescentes adotados, por exemplo, 58,3% e 42,4%, respectivamente, disseram considerar os pais participativos, ante índices de 37,7% e 29,9% entre crianças e adolescentes de pais biológicos.
Condição financeira
Boa situação financeira dos pais foi citada como importante por apenas 3,3% dos entrevistados quando a pesquisa sondou o que crianças e adolescentes adotivos mais valorizam na nova família.
Amor (39,1%), diálogo, sinceridade e naturalidade (21,1%), estrutura familiar e emocional (9,4%) e desejo de ter filho/família (8,4%) vieram antes da condição financeira.
A pesquisa localizou os filhos adotivos por meio de ONGs de apoio à adoção e por buscas em comunidades do site de relacionamentos Orkut. A seleção dos filhos biológicos foi feita em escolas, levando em conta semelhança de idade, sexo e grau de instrução, entre outros pontos.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Último filho adotado por Angelina Jolie e Brad Pitt recebe seus sobrenomes

publicado no UOLonLINE em 31/05/2007

"Pax Thien, adotado em março no Vietnã pelo casal de atores americanos Angelina Jolie e Brad Pitt, recebeu oficialmente os sobrenomes Jolie-Pitt.
O nome de Pax Thien Jolie-Pitt foi autorizado legalmente por um tribunal de Santa Monica (Califórnia) hoje mesmo, confirmou um funcionário do tribunal.
A atriz tinha solicitado em abril que o tribunal permitisse a mudança de nome.
O casal já tem dois filhos adotados: Maddox, de cinco anos e Zahara, de dois. Além disso, são pais naturais de Shiloh, de um ano.
Em janeiro de 2006, Jolie também solicitou a mudança de sobrenomes de Maddox e Zahara.
Jolie adotou Pax Thien sozinha, já que é difícil que as autoridades vietnamitas permitam a adoção de casais não casados, por isso que a criança só tinha seu sobrenome. "