quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Encontro sobre adoção - 24 de novembro

Há bastante tempo temos percebido que as pessoas que procuram o PROJETO ACOLHER muitas vezes gostariam de ter uma conversa mais prolongada sobre adoção, ter mais tempo para se posicionarem, tirar suas dúvidas, o que ás vezes é dificíl em nosso encontro mensal.
Sendo assim desenvolvemos a idéia de um encontro, com duração de um dia inteiro, para falar sobre as diversas questões envolvidas na adoção, um ENCONTRO SOBRE ADOÇÃO, com um número reduzido de participantes, com mais espaço para reflexões.
O curso foi organizado e será coordenado pela equipe do ACOLHER, com ampla experiência na área de adoção. O ENCONTRO conta ainda com o apoio da MACROCARPA Care Center.
O encontro será realizado no dia 24 de novembro, das 9 ás 17 horas, na Rua Borges lagoa, próximo ao metrô santa cruz.
Se tiver interesse no curso e quiser mais informações, entre em contato com spprojetoacolher@yahoo.com.br

terça-feira, 6 de novembro de 2007

10 de novembro, próxima reunião do ACOLHER

Neste próximo sábado, dia 10 de novembro, teremos mais uma reunião mensal do Projeto ACOLHER.
Tema da reunião:
PRECONCEITO E ESPERANÇA : O QUE ESTÁ POR TRÁS DA ADOÇÃO.

Esperamos você lá!
DATA: 10 de novembro
HORARIO: para quem vem pela primeira vez - 15:30, para os demais, 16hs
LOCAL: EMEI Francisco Manoel da Silva
ENDEREÇO: Praça Professor Helio Gomes 64, Jardim Campo Grande - na região do Shopping Interlagos
INDICAÇÃO: Pegar a Avenida Nossa Senhora do Sabará até o número 2426, entrar a direita na Rua Norma, contornar a rotatoria pela esquerda e contornar também pela esquerda o muro da escola.
INFORMAÇÕES: 5103.2841 e 9766.3091
EMAIL: projetoacolher@terra.com.br
Se possível leve algo para contribuir com o nosso lanche.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Casal teria recebido TV, DVD e R$ 50 em troca do filho de nove meses

publicado no UOL on line em 16/10/2007

Um casal de jovens da Bahia teria recebido uma televisão, um aparelho de DVD e R$ 50 em troca do filho de nove meses. A informação é do jornal "A Tarde". A criança seria entregue a um casal do Rio de Janeiro.
A história sobre o pagamento teria sido revelada pelo próprio pai do menino, Jeanderson do Nascimento Barros, de 18 anos, em depoimento na delegacia. Ele teria dito que a tia da criança recuperou o sobrinho no momento em que os pais "adotivos" esperavam um ônibus para deixar a cidade de Juazeiro, a 500 km de Salvador.
O pai mora com uma adolescente de 17 anos. O casal tem também uma filha de um ano e sete meses. Depois que a denúncia chegou ao Conselho Tutelar, por meio da imprensa, as duas crianças foram recolhidas à Casa de Passagem Rosa Menina.
A avó materna das crianças, Carmelita da Silva Pereira, nega que o neto seria vendido. Ela diz que sua filha chegou a procurar o Conselho Tutelar e o Ministério Público para ajudar na adoção. "Minha filha não tem condições de criar os filhos. A mais velha vive comigo e o pastor da Igreja disse que tinha um casal querendo adotar uma criança. Acho que todo mundo quer o melhor para os filhos e os netos. E foi nisso que a gente pensou, em dar uma vida melhor a ele", disse, em entrevista ao jornal.
O Conselho Tutelar deve encaminhar o caso nesta terça à Promotoria da Infância e Juventude.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Família que tirar filho de abrigo terá R$ 1.500

matéria de MARTA SALOMON, em Brasília, publicada na FOLHA ONLINE em 11/10/2007

O governo federal vai pagar, a partir de 2008, R$ 1.500 a famílias que acolham de volta crianças levadas a abrigos por pobreza. A medida faz parte de um pacote de enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança hoje, véspera do Dia da Criança. Um dos principais objetivos é reduzir o ritmo de encarceramento de adolescentes infratores.
Ainda não foram identificadas as famílias que receberão, em cota única, o dinheiro do governo federal. Isso dependerá de um censo encomendado ao Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
A Secretaria Nacional de Direitos Humanos calcula que 24% das 120 mil crianças que vivem em abrigos tenham sido levadas para essas instituições, destinadas a vítimas de violência, pela pobreza das famílias. Haverá contrapartidas, ainda não definidas, ao pagamento.
Dados da secretaria mostram também que quase quadruplicou o número de adolescentes internados por prática de violência entre 1996 e 2006. Atualmente, faltariam 3.000 vagas no sistema e haveria mais de 600 adolescentes em cadeias públicas. A intenção do governo é agir para que o internamento seja, de fato, uma medida excepcional e transitória.
"Precisamos virar a página, fazer o desmonte da Febem", disse Carmen Silveira de Oliveira, subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, referindo-se aos reformatórios da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor, criados nos anos 70. "A Febem não existe mais no nome, mas existe na prática."
O pacote prevê gastos de R$ 199 milhões na reforma e construção de 49 unidades de internação. As medidas para evitar o encarceramento de jovens devem consumir R$ 534 milhões entre 2008 e 2010. Ao todo, a previsão de gastos é de R$ 2,9 bilhões até 2010, vindos de 14 ministérios e de estatais.
As medidas incluem o financiamento de serviços de acompanhamento de adolescentes que atuem na comunidade e a aceleração da escolaridade nas unidades de internação, que deverão ter bibliotecas, ambulatórios e quadras esportivas.
Segundo Carmen, em cidades como São Carlos (SP), onde o sistema aberto de cumprimento de medidas socioeducativas funciona bem, o índice de reincidência é baixíssimo. Em 60% das capitais, não há programas do tipo.
Os locais das 26 novas unidades de internação -para até 90 adolescentes- ainda estão indefinidos, pois isso depende de acordo com os Estados. A situação é mais crítica em PE e no RJ, diz a secretaria. SP, que já teve metade dos internos do país e reduziu o índice a 39%, foi apontado como "exemplo".
Outra meta é criar, até 2009, um cadastro nacional de adoção, para facilitar a troca de dados entre cidades e conter a adoção internacional. "Os números são obscuros e se prestam até a um suposto comércio de crianças", diz Carmen.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Reunião de outubro foi um sucesso!

A reunião deste sábado do PROJETO ACOLHER contou com a presença de mais de 70 pessoas, que foram divididas em dois grupos. Numa sala (foto) ficaram as pessoas que estavam vindo á nossa reunião pela primeira vez, para tirarem dúvidas, falarem de que momento da adoção estão.
Na sala principal - refeitório - ficaram reunidas as pessoas da reunião temática deste mês, cujo tema era o FILHO SONHADO E O FILHO REAL.
Aguardamos sua visita no próximo encontro! Dia 10 de novembro! Anote em sua agenda!

domingo, 7 de outubro de 2007

160 crianças abandonadas apenas em Minas.

A propósito das recentes notícias de crianças abandonadas por suas mães, A BANDNEWS - Canal de notícias da Rede Bandeirantes - veiculou esta semana uma matéria surpeendente. Apenas neste ano, 30 crianças foram abandonadas nos hospitais de Minas Gerais, perfazendo um total 160 crianças nos ultimos 5 anos.
Números surpreendentes sem dúvida.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

6 de outubro, proxima Reunião do ACOLHER

Neste próximo sábado, dia 6 de outubro, teremos mais uma reunião mensal do Projeto ACOLHER. Estamos decidindo sobre dois temas que sempre geram muitas perguntas: FILHO IDEAL E FILHO REAL.
Esperamos você lá!
DATA: 6 de outubro
HORARIO: para quem vem pela primeira vez - 15:30, para os demais, 16hs
LOCAL: EMEI Francisco Manoel da Silva
ENDEREÇO: Praça Professor Helio Gomes 64, Jardim Campo Grande - na região do Shopping Interlagos
INDICAÇÃO: Pegar a Avenida Nossa Senhora do Sabará até o número 2426, entrar a direita na Rua Norma, contornar a rotatoria pela esquerda e contornar também pela esquerda o muro da escola.
INFORMAÇÕES: 5103.2841 e 9766.3091
Se possível leve algo para contribuir com o nosso lanche.

domingo, 23 de setembro de 2007

Voluntários do ACOLHER participam de reunião

Neste sábado, 22 de setembro, um pequeno grupo de Voluntários do PROJETO ACOLHER, reuniu-se para conversar sobre os caminhos do ACOLHER e seu planejamento futuro. A reuniõa, na casa de uma das voluntárias, foi coroada por um churrasco e deliciosa macarronada.
Foram discutidos diversos aspectos, que a nosso ver, precisam ser pensados no ACOLHER.
Falou-se sobre a arrecadação de fundos, a consolidação e ampliação do grupo de voluntários, e sobre as dinâmicas dos grupos de reunião.
Falou-se também sobre a organização de um curso, um seminário, de estudos sobre adoção, voltado especialmente para os pretendentes á adoção, e de um grupo terapêutico voltado aos pais que tem vontade de ter participar de um grupo para falar sobre os problemas e outras questões que tem enfrentado na adoção.
Todas estas idéias estão maturando e embreve divulgaremos maiores informações.
Se tiver alguma dúvida, ou quiser conversar sobre algum assunto, escreva para spprojetoacolher@yahoo.com.br

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Atriz de "Weeds" adotou criança africana, diz revista

publicado no UOLon LINE em 18/09/2007 - 18h32


da Efe, em Washington
A atriz americana Mary-Louise Parker, da série "Weeds", adotou uma criança africana, informou hoje o site da revista "People".
Atriz Mary-Louise Parker concorreu a dois prêmios do Emmy Awards
Segundo o veículo, a atriz, de 43 anos e que já é mãe, tem agora uma filha.
O site da "People" diz ainda que ambas foram vistas neste fim de semana em Los Angeles, antes da cerimônia do Emmy Awards.
No domingo, Parker concorreu a dois prêmios naquele que é considerado o Oscar da TV americana: um de melhor atriz em série cômica, por sua atuação na série "Weeds", e outro de melhor atriz em minissérie ou filme para a TV, por seu papel na produção "The Robber Bride".
Em 2004, a intérprete já tinha ganhado o Emmy de melhor coadjuvante em minissérie por sua atuação em "Angels in America".
"Mary-Louise é uma mãe incrível. Não poderia estar mais feliz", disse ao site da "People" uma pessoa próxima à atriz.
Parker já tem um filho, Will, de 3 anos, fruto de sua relação com o ator Billy Crudup, de quem ela separou antes mesmo de o bebê nascer.
No momento, a atriz ainda pode ser vista no filme "The Assassination of Jesse James", recém-premiado no Festival de Cannes

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Escolhas:

" Por escolha, nos tornamos uma família, primeiro em nossos corações e, finalmente, em corpo e alma.
Grandes expectativas são boas,
grandes experiências são melhores!"

Richard Fischer - pai adotivo

no original:
By choice, we have become a family, first in our hearts, and finally in breath and being.
Great expectations are good; great experiences are better.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

155 casais aguardam crianças para adoção

matéria de Lígia Ligabue para o JORNAL DA CIDADE, de Bauru, em 17 de setembro - extraida do JCNET

Uma criança de até 36 meses.
É o que espera a maioria dos 155 pretendentes que estão cadastrados na Comarca de Bauru para adotar uma criança.
Situação muito difícil, já que está cada vez mais raro uma mãe abrir mão da guarda da criança ainda na maternidade. Neste ano, ocorreu apenas um caso na cidade. O bebê que nasceu sadio foi entregue à adoção logo após a mãe comprovar que não tinha condições de manter a criança.
De acordo com a psicóloga Rosângela Motta Vaz, é difícil a adoção de crianças com mais de 10 anos. A maioria dos pretendentes prefere bebês. Ela, no entanto, avalia que neste ano diminuiu o número de casais cadastrados e também o número de crianças. “Houve uma mudança significativa e atualmente pretendentes têm aceitado crianças de 2 ou 3 anos”, observa.
Apesar deste progresso, a psicóloga ressalta que ainda é muito difícil encontrar lares para meninos com mais de 6 anos e meninas com mais de 10 anos de idade. Problemas de saúde também dificultam a adoção. Crianças portadoras do vírus HIV ou com problemas mentais não conseguem pais adotivos. Apesar de poucos, os meninos e meninas portadores de deficiências físicas serem encaminhados para adoção, esse fator também se torna uma dificuldade. Atualmente, vivem em situação de abrigo 67 crianças em Bauru.
Porém, nem todas estão livres para serem adotadas. No caso de adoção por entrega da criança, o processo é mais simples e rápido, porque não existe toda a parte de litígio judicial. Um casal precisa aguardar até três anos para conseguir adotar um bebê.
Dentre os 155 casais que aguardam uma criança, alguns já são pais adotivos

sábado, 15 de setembro de 2007

Maria descobre que é adotada

publicada em 14 de setembro no UOL TELEVISÃO

Ana Luz (Fafá de Belém) vai passar por um momento delicado nos próximos capítulos de "Caminhos do Coração"- novela da TV RECORD. Afinal, esta semana, ela e Pepe (Perfeito Fortuna) decidem contar a Maria (Bianca Rinaldi) que ela é adotada.
Confusa, a artista não consegue acreditar que não é filha do casal. Eles dizem que Maria foi deixada no circo, mas não sabem por quem. E, para dar provas da adoção à filha, Ana lhe mostra o bilhete que deixaram junto com o bebê. Ana confessa que acredita que Maria é filha de Sócrates (Walmor Chagas).
Mais confusa ainda por conta das novidades, Maria pergunta a Pepe se ela é mesmo filha biológica do milionário. Porque, se for, ela tem direito a uma grande herança. E, diante disso, tudo pode mudar.

Ou seja, as novelas mostrando um pouco do que acontece na vida real nos momentos da revelação (sem a parte da herança naturalmente)

domingo, 9 de setembro de 2007

Defensoria Pública realiza projeto 'Movimento pela Paternidade'

publicado dia 09 de Setembro de 2007 no site aquidauananews. com
A Defensoria Pública de Caarapó, município a 273 quilômetros de Campo Grande, iniciou há um mês o projeto social intitulado "Movimento pela Paternidade". O objetivo da ação é promover o reconhecimento da paternidade da criança ou adolescente - registrados apenas com o nome da mãe - pelo pai biológico, quando for possível a localização do mesmo.
O projeto também incentiva a adoção, quando a mãe mantém união estável e duradoura com o companheiro. Porém só acontece quando a criança considera o mesmo como pai, e este por sua vez tem interesse na adoção. Desde que iniciou o projeto, em agosto, o Defensor Público de Caarapó, Nilton Marcelo de Camargo, já recebeu 180 nomes de crianças e adolescentes que não têm a paternidade reconhecida. Porém a expectativa de casos é maior, e pode chegar a 400 no município. "Verifiquei a necessidade de atendimento, por conta dos casos que chegam até a Defensoria. Na maioria deles as crianças e adolescentes não têm a paternidade reconhecida.
A ação é uma forma de garantir a dignidade da criança", afirma o Defensor. Para ajudar no trabalho as escolas do município fizeram um levantamento de quantas crianças não possuem o registro paterno e enviaram para a Defensoria Pública.
A investigação da paternidade é feita com auxílio de exames de DNA que pode ser feito em laboratório particular, custa em média R$ 280 e fica pronto entre 15 a 20 dias, ou ainda na Coordenadoria-Geral de Perícias, que é de graça, porém existe necessidade de espera. Até agora 12 crianças encontraram o pai biológico, que reconheceram a paternidade. Caso o processo de adoção seja aberto – por enquanto houve apenas um pedido – demora em média de 4 a 6 meses. O atendimento da Defensoria Pública em Caarapó é feito na Rua 15 de Novembro, 520. O telefone de contato é (67) 3453-1132.

sábado, 8 de setembro de 2007

Justiça mantém guarda de bebê com transexual

publicada pela agência ESTADO em 07 de setembro de 2007
A Justiça paulista decidiu manter a guarda provisória de um bebê de nove meses com um transexual e seu companheiro.
O juiz Osni Assis Pereira, da Vara da Infância e da Juventude de São José do Rio Preto, a 440 quilômetros de São Paulo, indeferiu o pedido do Ministério Público para que a criança, um menino, fosse apreendido e mandado a um orfanato para ser adotado por uma "família normal" (sic), de acordo com os termos da solicitação.
De acordo com o promotor, a criança não poderia levar uma vida normal sem a presença de um pai e de uma mãe. No entanto, com a decisão, o transexual Roberto Góes, 30 anos, e seu companheiro Paulo, de 40, poderão ficar com a criança até o julgamento da ação em que reivindicam a guarda definitiva e futura adoção da criança.
"Estou muito feliz, porque meu direito está sendo reconhecido e com esperanças de que poderei conquistar a guarda definitiva", disse Roberto. Ele toma conta da criança há sete meses, desde que a mãe biológica, uma adolescente, lhe incumbiu da tarefa por não ter condições de criar o filho. Pereira se baseou na investigação feita por psicólogos e assistentes sociais que declararam que Roberto e Paulo estavam cuidando bem da criança.
Mas Pereira explicou que a guarda deverá ficar em nome de apenas um dos dois porque a futura adoção implicaria problemas para a criança. "Como colocar o nome do pai e da mãe no registro de nascimento? O garoto pode passar por constrangimento", comentou Pereira. Porém, segundo ele, o problema poderá ser solucionado quando Roberto, que atende pelo nome de Roberta, fizer a troca de nome em cartório.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

"O pequeno italiano" mostra vida difícil na Russia

texto de Alysson Oliveira, do Cineweb - agência Reuters SÃO PAULO

Símbolo de uma renovação do moderno cinema russo, o drama "O Pequeno Italiano", de Andrei Kravchuk, estréia nesta sexta-feira em São Paulo. Vencedor de dois prêmios no Festival de Berlim de 2005, entre eles um concedido por um júri mirim, o filme foi selecionado pela Rússia para representá-la no ano passado no Oscar.
O personagem-título é Vanya (Kolya Spiridonov), um órfão russo de 6 anos, a quem a sorte parece sorrir quando um casal de italianos decide adotá-lo.
Numa das primeiras cenas, o casal italiano chega a uma região desolada da Rússia, coberta por neve e pobreza. Eles são levados ao orfanato por Madam (Mariya Kuznetsova), uma mulher que ganha a vida facilitando a adoção de crianças por europeus de países mais ricos -- enfim, ela trafica órfãos, por assim dizer.
O casal se encanta com Vanya e decide adotá-lo. Porém, é preciso esperar algum tempo até que a burocracia local libere os papéis para levar o garoto. Nesse período, o menino conhece uma mulher cujo filho estava no orfanato e foi dado para adoção. Agora, quando ela volta para reclamá-lo, mas não o encontra mais. Esse incidente será o início de uma crise de identidade do garoto, que decide tentar encontrar sua mãe biológica, mesmo que isso signifique não mais ir para a Itália. Vanya, que ganhou o apelido de "Pequeno Italiano", começa uma verdadeira aventura em busca de sua mãe. Primeiro, consegue sua ficha e um endereço antigo no primeiro orfanato que o abrigou, quando recém-nascido. O diretor Kravchuk coloca seu personagem viajando por uma Rússia pobre, na qual seus moradores não têm muitas esperanças.
O filme nunca identifica em que cidade acontece a ação. Assim, é como se generalizasse por todo o país este retrato de caos social. A Rússia do filme parece ser apenas um local onde as pessoas vão em busca de crianças para adotar. Aquelas que não conseguem um novo lar, crescem sem perspectivas na vida.
Fugindo de exageros melodramáticos, Andrei Kravchuk realiza um filme honesto e realista. Seu protagonista Vanya não é aquele tipo de criança de olhar inocente e ingênuo. Pelo contrário, o semblante do garoto é pesado, triste -- como o de alguém que já passou por diversas experiências difíceis em tão pouco tempo de vida. Nem por isso seu entusiasmo na procura pela mãe deixa de ser contagiante.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Adoção de maior de idade não precisa do aval dos pais biológicos

publicado no site "ultima instância" em 4 de setembro de 2007

"Adoção de maiores de idade não necessita da aprovação dos pais biológicos.
Esse foi o entendimento adotado pela Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) na contestação de uma sentença estrangeira originária de Munique, Alemanha. A decisão acompanhou por unanimidade o entendimento do relator do processo, ministro Teori Albino Zavascki. A Vara de Tutela do Juízo Cível de Munique pediu a homologação da sentença que reconheceu a adoção das brasileiras M.S.B. e M.I.S.B. pelo alemão K.M.N. Ambas são filhas biológicas da atual esposa do requerente alemão, que concordou com a adoção.
O pai biológico das adotadas, J.M.B.B.O., foi citado para participar do processo. Como não o fez, foi nomeado um curador especial para apresentar a resposta. O curador contestou a adoção alegando que não havia comprovação da citação do pai biológico, afrontando o artigo 217, inciso II, do Regimento Interno do STF (Supremo Tribunal Federal), que exige a citação no processo como essencial para homologar a sentença. Além disso, a sentença não teria assinatura do juiz competente na Alemanha e, para se alterar o registro de nascimento, seria exigido fazer um pedido de averbação.
Na resposta, alegou-se que as adotadas são maiores de idade, o que dispensa a autorização dos pais biológicos tanto pelas leis alemãs quanto pelas brasileiras. Por envolver maior de idade, a decisão foi feita diretamente no cartório de Munique, tendo sido assinada pela autoridade responsável. Por fim, concordou com a mudança do pedido para incluir a averbação.
O Ministério Público Federal considerou que seria desnecessária a assinatura do juiz, mas que seria precisa a aprovação do pai biológico, como exigido na lei. Apontou que a lei da Alemanha (artigo 1.749 do Código Civil Alemão) exige também a autorização dos pais biológicos para a adoção. No seu voto, o ministro Teori Zavascki considerou duas questões: a falta de assinatura do juiz e a citação do pai biológico na adoção feita na Alemanha. Para o ministro, a ausência de assinatura não seria empecilho para a adoção, já que esta veio chancelada pelo consulado brasileiro e foi assinada por autoridade alemã competente, tendo, inclusive, o carimbo do juízo de Munique. Quanto à questão da autorização do pai, o magistrado também considerou não haver empecilho. Já que M.S.B. e M.I.S.B. são maiores de idade, os artigos 1.749, 1.767 e 1.768 do Código Civil alemão dispensariam a autorização. “Tal orientação, aliás, é semelhante à do nosso próprio ordenamento, como indicam os artigos 1.621, 1.630 e 1.635 do Código Civil Brasileiro e o artigo 45 do Estatuto da Criança e Adolescente”, destacou o ministro.
O artigo 1.621 do CCB determina que, sem o poder familiar, o consentimento dos pais se torna desnecessário para a adoção. Já o artigo 1.635 define que o poder familiar é extinto com a maioridade. Já segundo o artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente, o consentimento é dispensado caso os pais tenham sido destituídos do poder familiar."

frase de Oprah Winfrey

" A última coisa que faz de alguém um pai ou uma mãe é a biologia"

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Casal italiano é detido por adotar um bebê de forma ilegal na Argentina

publicado no UOL on LINE dia 3 de setembro

Buenos Aires, 3 set (EFE).- Um casal italiano foi detido neste domingo por adotar um bebê de forma ilegal e falsificar os documentos de nascimento da criança, informaram hoje fontes oficiais.
A Gendarmaria (corporação que cuida da ordem pública) da Argentina informou em comunicado que o casal, de 63 e 57 anos de idade, foi detido no marco de uma investigação sobre o tráfico de recém-nascidos.
Depois que o casal pegou o bebê, a Gendarmaria da província de Corrientes (nordeste) realizou uma operação de acompanhamento para comprovar quais eram as intenções dos italianos.
Durante a operação, os gendarmes constataram que a mãe biológica do recém-nascido entregou a criança ao casal de forma ilegal, por isso que o órgão decidiu interceptar o veículo.
A certidão de nascimento que o casal mostrou aos oficiais mostrava que o bebê era seu filho, mas a Gendarmaria comprovou as diferenças de caligrafia e de tintas usadas no documento, que tinham sido modificadas.O casamento, o intermediário da adoção ilegal e a mãe biológica foram detidos.

Deputada Celina cumprimenta magistrada por prêmio do Projeto Padrinho

publicado no site agorams.com.br dia 05 de Setembro de 2007

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) instituiu o prêmio Mude um Destino e um dos vencedores é representante do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul. Ao saber que o Projeto Padrinho ganhou reconhecimento nacional, na sessão desta quarta-feira (5), a deputada Celina Jallad apresentou moção de congratulações à magistrada Maria Isabel de Matos Rocha, pela premiação.
O documento foi assim redigido:"O "Projeto Padrinho", da 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Campo Grande, em sete anos, já atendeu a 556 crianças e foram realizadas mais de 1.500 intervenções. Lançado em junho de 2000, busca contribuir de alguma forma, para propiciar melhores condições de vida às crianças e aos adolescentes ligados à 1ª Vara da Infância e Juventude. Visa sensibilizar a sociedade civil a conhecer a realidade da infância abandonada, contribuindo no resgate da dignidade das mesmas.
Além dos vários tipos de apadrinhamentos, o trabalho promoveu a guarda/adoção de 36 adolescentes com idade entre 12 e 14 anos, que não teriam essa oportunidade, caso não houvesse a participação da sociedade. Concorrendo com outras 214 iniciativas de outros 22 Estados, participou no concurso "Mude um Destino", na categoria Poder Judiciário.Segundo a juíza “é a primeira vez que concorremos a um prêmio e, para nós, foi uma surpresa, pois existem milhares de iniciativas no Brasil, mas o Projeto Padrinho foi o único que atendeu a todos os requisitos do Estatuto da Criança e do Adolescente”.
Desta forma, a Assembléia Legislativa regozija-se com a ilustre magistrada pela brilhante conquista. A moção é extensiva a todos os servidores da 1ª Vara da Infância e Juventude”.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

“Papai e papai. Mamãe e mamãe. E daí? Adoção Sim”

texto escrito pelo jornalista Erik Galdino para o site www.mixbrasil.com.br em 3 de setembro

Dois pais. Duas mães. Essa foi a imagem que a sexta edição da Parada Gay de Camaçari, cidade a 41 km de Salvador, levou às ruas na tarde deste domingo, 2/9, reunindo cerca de 50 mil pessoas segundo organização.
A imagem da Parada, estampada em todo o material e banners espalhados pela cidade, era a foto da família formada por Karina, Arlete e a pequena Maria Clara, com a inscrição “Eu tenho um sonho, que minhas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela orientação sexual, mas pelo conteúdo do seu caráter”.
...
Para ilustrar a Parada o casal de lésbicas Karina Saldanha e Arlete Camargo e o casal gay Joniel Oliveira e Henrique dos Reis foram à manifestação vestidos de noivos e noivas com seus filhos a tira-colo. Arlete, 37, detém a guarda da garota Maria Clara, de 3 anos, e luta na justiça para que Saldanha também tenha guarda. “Se tudo der certo seremos o primeiro casal de lésbicas da Bahia a adotar uma criança”, disse Karina.
Daniel, 6 anos, é um garoto tímido, mas acompanhou seus dois pais na Parada Gay, também vestindo paletó, posou para fotógrafos e conversou com a imprensa. “Nossa história tem 9 anos, vem antes do movimento gay da cidade.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Corte impede adoção de baianas

materia do jornalista Deodato Alcântara, do jornal A TARDE de Salvador

Apesar do sofrimento que já dura dois anos, a estudante Rosenilda Barbosa Alves, 25 anos, que mora em Camaçari (Região Metropolitana de Salvador) e tem duas filhas retidas por uma ex-patroa, em Portugal, obteve a primeira vitória na Justiça lusitana, na tentativa de repatriar as crianças, uma de 7 e outra de 2 anos. O Tribunal de Família e Menores de Setúbal indeferiu a adoção pedida por Paula de Jesus Costa Figueiredo, 39.
A portuguesa foi também processada cível e criminalmente na Justiça local e, segundo o advogado Osvaldo Emanuel Alves, que acompanha o caso no Brasil, deverá responder a uma ação por danos morais, por ter maculado a imagem da família de Rosenilda. No entanto, a disputa judicial continua, e as meninas estão sob a guarda de Paula “temporariamente, até a conclusão dos autos”. Não há, porém, autorização judicial brasileira para tal guarda.
“Ao tentar adotar minhas filhas, ela alegou à Justiça que não temos condições de criar as meninas. Que vivemos em favela e que minha filha era abusada por um tio, tudo mentira”, revelou a mãe. Esta semana, uma promotora de justiça de Camaçari iniciou – a pedido da Justiça portuguesa – levantamento da situação social da família de Rosenilda, em Vila de Abrantes, cujo resultado contará para a repatriação das crianças. “Doutor Martheo disse que o trabalho deve ser feito por promotoria da comarca em que moro”, esclareceu a jovem, referindo-se ao promotor Carlos Martheo, do Ministério Público, que entrou no caso em novembro de 2006, após denúncia de A TARDE.

domingo, 26 de agosto de 2007

Jennifer Aniston quer adotar criança até dezembro

publicado no Correio do Brasil em 26/8/2007

A atriz Jennifer Aniston, 38 anos, está determinada a ter um filho até o Natal deste ano, informou a revista Grazia. Segundo uma pessoa próxima à atriz, ela pensa em entrar com o pedido de adoção numa instituição o mais rápido possível.
— Jennifer parece determinada a realizar a adoção e ter um filho em casa até o Natal. Seria o Natal mais feliz de sua vida — disse a pessoa.
— Ela sente que há muitas crianças nos Estados Unidos que precisam de um bom lar. Ela tem recursos para fazer isso sozinha e poderia realmente ajudar uma criança a mudar de vida — acrescentou.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Baby Post recebe mais duas crianças em agosto

Desde que foi inaugurado, em maio, o Baby Post, recebeu seis menores abandonados

(veja materia publicada aqui no site em 3 de maio deste ano)

O Hospital Jikkei, em Kumamoto, que administra o Baby Post, anunciou hoje que mais dois meninos foram deixados no berço, no início e meados deste mês.
Desde que foi inaugurado, em 10 de maio de 2007, seis crianças (cinco meninos e uma menina) foram deixadas no Baby Post.
No caso das duas últimas crianças deixadas, uma tinha cerca de 1 mês de vida e a outra cerca de 10 dias. Ambas estão bem de saúde.
A partir de setembro, uma equipe de especialistas irá coordenar junto com a prefeitura e o governo de Kumamoto o sistema de Baby Post, voltado aos pais que não têm condições de criar os filhos e os abandonam para adoção.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Muitas tribos brasileiras ainda matam crianças – e a Funai nada faz para impedir o infanticídio

matéria escrita pelo jornalista Leonardo Coutinho para a Revista VEJA - edição 2021
(foto) A índia Hakani, em dois momentos. Ao lado, abraça a mãe adotiva, Márcia, no seu aniversário de 12 anos. Acima, aos 5, em sua tribo: altura e peso de 7 meses
A fotografia acima foi tirada numa festa de aniversário realizada em 7 de julho em Brasília. Para comemorar os seus 12 anos, a menina Hakani pediu a sua mãe adotiva, Márcia Suzuki, que decorasse a mesa do bolo com figuras do desenho animado Happy Feet. O presente de que ela mais gostou foi um boneco de Mano, protagonista do filme. Mano é um pingüim que não sabe cantar, ao contrário de seus companheiros. Em vez de cantar, dança. Por isso, é rejeitado por seus pais. A história de Hakani também traz as marcas de uma rejeição. Nascida em 1995, na tribo dos índios suruuarrás, que vivem
semi-isolados no sul do Amazonas, Hakani foi condenada à morte quando completou 2 anos, porque não se desenvolvia no mesmo ritmo das outras crianças. Escalados para ser os carrascos, seus pais prepararam o timbó, um veneno obtido a partir da maceração de um cipó. Mas, em vez de cumprirem a sentença, ingeriram eles mesmos a substância.
O duplo suicídio enfureceu a tribo, que pressionou o irmão mais velho de Hakani, Aruaji, então com 15 anos, a cumprir a tarefa. Ele atacou-a com um porrete. Quando a estava enterrando, ouviu-a chorar. Aruaji abriu a cova e retirou a irmã. Ao ver a cena, Kimaru, um dos avôs, pegou seu arco e flechou a menina entre o ombro e o peito. Tomado de remorso, o velho suruuarrá também se suicidou com timbó. A flechada, no entanto, não foi suficiente para matar a menina. Seus ferimentos foram tratados às escondidas pelo casal de missionários protestantes Márcia e Edson Suzuki, que tentavam evangelizar os suruuarrás. Eles apelaram à tribo para que deixasse Hakani viver. A menina, então, passou a dormir ao relento e comer as sobras que encontrava pelo chão. "Era tratada como um bicho", diz Márcia. Muito fraca, ela já contava 5 anos quando a tribo autorizou os missionários a levá-la para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo. Com menos de 7 quilos e 69 centímetros, Hakani tinha a compleição de um bebê de 7 meses. Os médicos descobriram que o atraso no seu desenvolvimento se devia ao hipotireoidismo, um distúrbio contornável por meio de remédios.
Marcia Suzuki
(foto)Kasiuma e sua filha Tititu: ela convenceu a tribo a tratar a filha hermafrodita, em vez de matá-la
Márcia e Edson Suzuki conseguiram adotar a indiazinha. Graças a seu empenho, o hipotireoidismo foi controlado, mas os maus-tratos e a desnutrição deixaram seqüelas. Aos 12 anos, Hakani mede 1,20 metro, altura equivalente à de uma criança de 7 anos. Como os suruuarrás a ignoravam, só viria a aprender a falar na convivência com os brancos. Ela pronunciou as primeiras palavras aos 8 anos. Hoje, tem problemas de dicção, que tenta superar com a ajuda de uma fonoaudióloga. Um psicó
logo recomendou que ela não fosse matriculada na escola enquanto não estivesse emocionalmente apta a enfrentar outras crianças. Hakani foi alfabetizada em casa pela mãe adotiva. Neste ano, o psicólogo autorizou seu ingresso na 2ª série do ensino fundamental.
A história da adoção é um capítulo à parte. Mostra como o relativismo pode ser perverso. Logo que retiraram Hakani da aldeia, os Suzuki solicitaram autorização judicial para adotá-la. O processo ficou cinco anos emperrado na Justiça do Amazonas, porque o antropólogo Marcos Farias de Almeida, do Ministério Público, deu um parecer negativo à adoção. No seu laudo, o antropólogo acusou os missionários de ameaçar a cultura suruuarrá ao impedir o assassinato de Hakani. Disse que semelhante barbaridade era "uma prática cultural repleta de significados".
Ao contrário do que acredita o antropólogo Almeida, os índios da tribo não decidem sempre da mesma forma. Em 2003, a suruuarrá Muwaji deu à luz uma menina, Iganani, com paralisia cerebral. A aldeia exigiu que ela fosse morta. Muwaji negou-se a executá-la e conseguiu que a tribo autorizasse seu tratamento em Manaus. Médicos da capital amazonense concluíram que o melhor seria encaminhar Iganani para Brasília. Antes disso, porém, foi necessário driblar a Fundação Nacional do Índio (Funai). O órgão vetou sua transferência com o argumento de que um índio isolado não poderia viver na civilização. Só voltou atrás quando o caso foi denunciado à imprensa. Agora, Iganani passa três meses por ano em Brasília. Aos 4 anos, consegue caminhar com o auxílio de um andador. Estaria melhor se a Funai permitisse que ela morasse continuamente em Brasília. Há dois anos, os suruuarrás voltaram a enfrentar uma mãe que se recusava a matar a filha hermafrodita, Tititu. A tribo consentiu que a menina fosse tratada por brancos. Em São Paulo, ela passou por uma cirurgia corretora. Sem a anomalia, Tititu foi finalmente aceita pela aldeia.
(foto) À esquerda, Amalé, sobrevivente de uma tribo que fez pose para a BBC. À direita, a deficiente Iganani com a mãe, Muwaji, que se negou a envenená-la
O infanticídio é comum em determinadas espécies animais. É uma forma de selecionar os mais aptos. Quando têm gêmeos, os sagüis matam um dos filhotes. Chimpanzés e gorilas abandonam as crias defeituosas. Também era uma prática recorrente em civilizações de séculos atrás. Em Esparta, cidade-estado da Grécia antiga que primava pela organização militar de sua sociedade, o infanticídio servia para eliminar aqueles meninos que não renderiam bons soldados. Um dos seus mais brilhantes generais, Leônidas entrou para a história por ter liderado a resistência heróica dos Trezentos de Esparta no desfiladeiro de Termópilas, diante do Exército persa, em 480 a.C. Segundo o historiador Heródoto, Leônidas teria sido salvo do sacrifício apesar de ter um pequeno defeito em um dos dedos da mão porque o sacerdote encarregado da triagem pressentiu o grande futuro que o bebê teria.
Hulton archive/Getty Images
Leônidas, o herói que entrou para a história: em sua Esparta bebês defeituosos eram mortos
Entre os índios brasileiros, o infanticídio foi sendo abolido à medida que se aculturavam. Mas ele resiste, principalmente, em tribos remotas – e com o apoio de antropólogos e a tolerância da Funai. É praticado por, no mínimo, treze etnias nacionais. Um dos poucos levantamentos realizados sobre o assunto é da Fundação Nacional de Saúde. Ele contabilizou as crianças mortas entre 2004 e 2006 apenas pelos ianomâmis: foram 201. Mesmo índios mais próximos dos brancos ainda praticam o infanticídio. Os camaiurás, que vivem em Mato Grosso, adoram exibir o lado mais vistoso de sua cultura. Em 2005, a tribo recebeu dinheiro da BBC para permitir que lutadores de judô e jiu-jítsu disputassem com seus jovens guerreiros a luta huka-huka, parte integrante do ritual do Quarup, em frente às câmeras da TV inglesa. Um ano antes, porém, sem alarde, os camaiurás enterraram vivo o menino Amalé, nascido de uma mãe solteira. Ele foi desenterrado às escondidas por outra índia, que, depois de muita insistência, teve permissão dos chefes da tribo para adotá-lo.
Há três meses, o deputado Henrique Afonso (PT-AC) apresentou um projeto de lei que prevê pena de um ano e seis meses para o "homem branco" que não intervier para salvar crianças indígenas condenadas à morte. O projeto classifica a tolerância ao infanticídio como omissão de socorro e afirma que o argumento de "relativismo cultural" fere o direito à vida, garantido pela Constituição. "O Brasil condena a mutilação genital de mulheres na África, mas permite a violação dos direitos humanos nas aldeias. Aqui, só é crime infanticídio de branco", diz Afonso. Ao longo de três semanas, VEJA esperou por uma declaração da Funai sobre o projeto do deputado e as histórias que aparecem nesta reportagem. A fundação não o fez e não justificou sua omissão. Extra-oficialmente, seus antropólogos apelam para o argumento absurdo da preservação da cultura indígena. A Funai deveria ouvir a índia Débora Tan Huare, que representa 165 etnias na Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira: "Nossa cultura não é estável nem é violência corrigir o que é ruim. Violência é continuar permitindo que crianças sejam mortas".

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Adoção, um ato de humanidade

texto publicado no sitewww.correaneto.com.br em 20 de agosto
Apesar do assunto ser tabu no Brasil, adoção de crianças tem despertado cada vez mais a atenção de casais. No Distrito Federal, das 800 que moram nas casas de abrigo, 158 esperam por uma nova família
Brasília, 20 de agosto de 2007 – Adoptione, palavra que vem do latim, aceitação voluntária e
legal de uma criança como filho. Consentimento que no Brasil, infelizmente, ainda é tabu. A repercussão na mídia sobre o tema é cercada de preconceitos. Contudo, a imprensa dá visibilidade ao assunto, aumentando, então, o número de pessoas interessadas em adotar uma criança.
Valter Xavier, presidente do Instituto dos Magistrados do Distrito Federal (IMAG-DF) afirma que adotar uma criança não é tão burocrático como muitos pensam. O processo de adoção, primeiramente, avalia se o candidato reúne condições psicológicas, morais e financeiras mínimas para encarar a paternidade de um filho
sem seu DNA. “Se tudo for feito corretamente, os pais adotivos não correm perigo, caso a família biológica queira resgatar a guarda da criança na Justiça futuramente”, diz Valter Xavier.
A Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal estima em 800 o número de crianças e jovens acima de cinco anos em situação de abandono em Brasília. Desse total, 158 estão à espera de uma nova família. No DF, há 23 instituições de abrigo que acolhem crianças com perfil acima de cinco anos, de cor negra e algumas com problemas de saúde.
O principal motivo para o número expressivo de crianças abandonadas é a diferença entre as expectativas dos pais e a realidade dos abrigos. Enquanto grande parte das pessoas deseja adotar um filho menor de dois anos e de cor branca ou morena clara, a maioria das instituições abrigam crianças de cor negra, maiores de dois anos e que possui um ou mais irmãos.
Como adotar - O primeiro passo para adotar uma criança é ir à Vara da Infância e Juventude para se inscrever e levar uma série de documentos. Uma entrevista com um assistente social e um psicó
logo será agendada logo em seguida. Passada essa etapa, que pode demorar alguns meses, dependendo das informações que eles acharem necessárias coletar, o nome do pretendente será incluído no cadastro estadual.
Depois do processo de adaptação com a criança, pronto! Logo sai a guarda provisória e os pais adotivos podem levar a criança para um “estágio de convivência” que dura, em média, sete meses. Se a convivência for boa, a Justiça anula a Certidão de Nascimento antiga da criança e concede outra, com novo nome. A partir daí, os pais adotivos terão um novo membro na família.
Em relação a casais homossexuais, não há nada na lei, nem no Estatuto da Criança e do Adolescente que possa impedir a adoção. O
art. 162 do Código Civil estabelece que a adoção só pode ser deferida a duas pessoas se forem marido e mulher, ou se viverem em união estável.
A adoção no Distrito Federal
800 – número de crianças e jovens acima de cinco anos em situação de abandono do DF
158 – crianças esperam uma nova família
23 – número de instituições de abrigo no DF*Dados: Vara da Infância e Juventude do DF
A adoção no Estado de São Paulo
8.149 – pais na fila à espera (até outubro de 2006)
85% - deles querem crianças recém-nascidas de pele clara
83% - pessoas que se inscreveram em 2005 querem um filho de até 3 anos. Dessas, 16% queriam bebês com menos de seis meses*Dados: Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional
Sobre o IMAG-DF – O Instituto dos Magistrados do Distrito Federal (IMAG-DF), entidade sem fins lucrativos, e sem vínculos com órgãos governamentais e instituições privadas, foi criado em 1999 por integrantes do Poder Judiciário da União sediados no Distrito Federal. O órgão divulga e debate temas relevantes para a sociedade, com vistas a colaborar na atualização e no aperfeiçoamento do ordenamento jurídico nacional, tanto apresentando sugestões quanto defendendo ou criticando a legislação vigente ou em elaboração, além de jurisprudência. A liberdade e a independência de seus integrantes é a principal bandeira e a garantia de isenção na análise das questões mais polêmicas e importantes para a vida nacional.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

sábado, 18 de agosto de 2007

750 crianças e adolescentes estão hoje em orfanatos ou casas de abrigo no ES

publicado em 17/08/2007 no gazetaonline.com.br

Crianças e adolescentes precisam de famílias, com um pai, uma mãe, um irmão ou alguém responsável por eles. Atualmente, 750 crianças e adolescentes estão em orfanatos ou casas de abrigo no Espírito Santo. A intenção de representantes do Ministério Público Estadual e da Comissão Estadual Judiciária de Adoção é implementar, em todo Estado, medidas preventivas contra o abrigamento por meio de programas que já deram certo.Juízes, procuradores, promotores e professores levantaram a discussão nesta sexta, em Vitória.
Os casos mais comuns que levam crianças e adolescentes a ser encaminhadas para orfanatos são a desestrutura familiar; a utilização de bebidas alcoólicas ou substâncias entorpecentes pelos pais; maus tratos e a violência sexual contra menores. Titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Estado, a juíza Viviane Brito Borille atuou na Vara da Infância e Juventude de Linhares, região Norte, entre julho de 2005 e julho deste ano. Neste período, 75 crianças foram encaminhadas às famílias de origem ou para pais adotivos. Algumas delas estavam em orfanatos há mais de cinco anos.“Um caminho apontado por nós para o desabrigamento é a análise detalhada de cada caso. No caso de um pai que tenha vício em bebidas alcoólicas, por exemplo, uma avó ou outra parente que não tenha o mesmo problema”, explica.
Titular da Vara da Infância e Juventude de Iúna, no Sul do Estado, a juíza Marlúcia Ferraz Moulin coordenou outra experiência. A frente da Vara de Infância e Juventude de um município vizinho, Atílio Vivácqua, entre novembro de 2006 e maio de 2007 a magistrada envolveu alunos, pais de estudantes, professores, profissionais da saúde pública, policiais e outros cidadãos do município num trabalho de prevenção contra abrigamentos, que envolveu cerca de 3 mil famílias. A finalidade era de estreitar as relações entre filhos, pais, escolas e comunidade em geral. “Para que voltássemos a ter essas relações de trabalhar com palavras mágicas, como 'com licença', 'obrigado', e outras que servem de fortalecimento para as relações familiares. Frisamos com os pais também para que eles evitassem os maus exemplos, como o uso de bebida dentro de casa, e que suas condutas fossem guiadas por pensamentos moralmente bem vistos pela comunidade, para que as crianças cresçam com bons exemplos”, diz.
Essas e outras medidas foram discutidas durante o seminário “Abrigamento de Crianças e Adolescentes”, nesta sexta-feira, no auditório central da Faesa, em São Pedro, Vitória.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Adoção por homossexuais

Como estamos sempre procurando artigos e notícias sobre adoção, encontrei no site da MENEZES adovacia e consultoria jurídica, um interessante artigo sobre adoção por homossexuais.
No texto, a Dra. Laila Menezes além de discorrer sobre os prós e contras desta maneira de filiação, ainda responde algumas questões que parecem ser as mais comuns quando se fala do assunto.

Acho que vale a pena ler, clique no link:

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

RICKY MARTIN QUER ADOTAR UMA CRIANÇA DE CADA CONTINENTE

publicado no site ultimosegundo.com.br em 13.agosto
Ricky Martin quer ter filhos - muitos. O cantor de 35 anos, que é solteiro, disse que está pensando em adotar uma criança de cada continente para "criar uma família de muitas cores". Ele disse, no entanto, que não quer tratamento preferencial porque é uma celebridade.
"Quero fazer da maneira certa. Não quero problemas ou mal-entendidos. Muita gente acha que celebridades conseguem manipular o sistema para fazer adoções mais rápidas." A referência é óbvia: a controvérsia da adoção do menino David Banda no Malawi, por Madonna.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

GUATEMALA: POLÍCIA DESCOBRE CRECHE PARA ADOÇÕES ILEGAIS

publicado no site da agência ANSA de notícias em 13 de agosto de 2007
Um grupo de 46 crianças pequenas, com idade entre 3 dias e 2 anos, supostamente destinadas ao mercado de adoções ilegais, foi descoberto pela polícia da Guatemala em uma creche de Antigua, cidade turística a oeste da capital, informou a imprensa local.
Durante a operação, que durou cerca de 14 horas, foram presos duas advogadas, Vilma Desiré Zamora, de 34 anos, e Sandra Patrícia Leonardo Lopez, de 42 anos. Os documentos das crianças - 23 meninos e 23 meninas - estavam incompletos.
O porta-voz da polícia de Antigua, Carlos Caljú, explicou que "a creche se chama Casa Quivira e é propriedade de um cidadão norte-americano chamado Clifford". Casa Quivira é uma organização que gerencia adoções com sede na Flórida.
Segundo as autoridades, várias pessoas do local teriam denunciado que todos os dias chegam carros com estrangeiros para buscar crianças na creche.
"Será necessário investigar se as crianças foram seqüestradas de seus pais biológicos ou se as mães foram obrigadas a dá-los para a adoção", afirmou o procurador-geral Mário Gordillo.
O mercado da adoção na Guatemala move pelo menos 150 milhões de euros por ano, estima a Justiça guatemalteca. Em 2006, foram realizadas 4.496 adoções legais no país, 95% delas por casais norte-americanos. (ANSA)

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Gaúcho incentiva adoção e fala sobre paternidade

publicado no site ipcdigital.com em 13/8/2007



( foto) O gaúcho Oscar Cardoso, de Brasilia, criou blog para incentivar a adoção. Com a filha adotiva Stefanne, 8 anos, ele descobriu as alegrias da paternidade.
"Pai de Coração". É essa a expressão que o jornalista gaúcho Oscar Cardoso, 35 anos, usa ao falar da filha adotiva. Ele explica que ser pai de coração é "gestar essa criança no coração". "Você tem que engravidar dela dentro do seu coração, tem que nascer, crescer e ficar dentro do seu coração."
A vontade de ser pai biológico e também de adotar uma criança eram sentimentos antigos de Oscar motivados pela realidade familiar. Os avós, tanto paternos quanto maternos, foram adotados e havia também primos nessa condição. O empurrão final veio quando, já casado, ele soube que não podia ter filhos.
Após conhecer a realidade de vários abrigos, Oscar e a esposa optaram por adotar uma menina já com 8 anos de idade. Em maio do ano passado, o casal procurou a Vara da Infância e em novembro Oscar já era "pai de coração". A decisão representou uma profunda mudança na vida da família. "Passei a vida inteira buscando resposta para muita coisa e quando minha filha entrou na minha vida encontrei respostas que eu nem imaginava."
Apesar da alegria de realizar um sonho, o morador de Brasília afirma que o medo está presente na nova experiência. "É desconhecido, uma outra pessoa que entrou na sua vida e que você tem que aprender a amar, ver como filha, sentir como filha. É um processo maravilhoso, mas é complexo." O medo, porém, é superado pelo prazer de ser pai, segundo Oscar.
Além de querer adotar outras crianças, a nova vida familiar trouxe para Oscar Cardoso a vontade de incentivar outras pessoas a buscar a adoção. Ele criou um blog para divulgar informações e trocar experiências sobre o tema com outros pais e alerta que não se deve "buscar uma pessoa por pena, por querer fazer caridade, mas para fazer dessa criança um cidadão, dar a ela o direito a ter uma história, uma identidade".
O desejo de ser pai surge também em homens solteiros e separados. Segundo o chefe do serviço de adoção da Vara da Infância do Distrito Federal, Walter Gomes, esse perfil de "pais em potencial" vem crescendo. Na avaliação de Walter, isso acontece por que cada vez mais as pessoas têm a informação de que não há impedimentos legais para que essas adoções ocorram. "O que o juiz precisa é ter informações acerca das condições psico-emocionais e sócio-econômicas da pessoa para o acolhimento daquela criança", afirma.
A grande contradição está no fato de que muitas vezes as mesmas crianças que são procuradas pelos pais adotivos foram rejeitadas pelos pais biológicos. Isso por que parte das crianças entregues a adoção vêm de mães que não tiveram apoio ao engravidar. "Via de regra é uma gestante sem condições sócio-econômicas, com pouco apoio familiar e que se sente abandonada pelo pai da criança", afirma Walter Gomes, chefe do serviço de adoção da Vara da Infância do Distrito Federal.

domingo, 12 de agosto de 2007

Como funciona o processo para ter a guarda da criança

publicado no Diário do Nordeste em 11 agosto 2007
O processo de adoção de crianças no Brasil já foi muito complexo, demorado e burocrático. A partir do advento do Estatuto da Criança e do Adolescente, e com o pleno funcionamento do Juizado da Infância e da Juventude, tudo ficou mais simples, mais rápido e funcionando com especiais medidas de segurança para todas as partes envolvidas na adoção.
Antes de quaisquer outros procedimentos, é importante que o pretenso adotante procure o Juizado da Infância e da Juventude de sua cidade e solicite uma entrevista com os técnicos para obter as informações preliminares necessárias à formalização do seu pedido de inscrição.
A lei estabelece 21 anos como idade mínima para tornar-se adotante, entretanto, há outro requisito a ser obedecido. O adotante deve ser mais velho que o adotado em, pelo menos, 16 anos. Portanto um pessoa maior de 21 anos poderá adotar qualquer criança com menos de cinco anos.
A lei não faz qualquer distinção em relação ao estado civil do pretenso adotante, pouco importando se é solteiro, casado, divorciado, ou se vive em concubinato. Na hipótese de ser casado ou manter uma relação de concubinato, a adoção deverá ser pretendida e solicitada por ambos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

4 de agosto, adoção tardia

A proxima reunião do PROJETO ACOLHER já está marcada e já tem tema:
Adoção Tardia, adoção de crianças com idades acima de 3 anos.
Se você quer discutir este importante assunto, ou tem dúvidas sobre adoção, venha e participe de nossa reunião !

data: DIA 4 de AGOSTO
horário: 15:30
local: EMEI - Francisco Manoel da Silva
Praça professor Heli Gomes 63, Altura do 2426 da Nossa Senhora de Sabará.
Lembre de trazer algo para o nosso lanche, refrigerantes, bolachas etc...

domingo, 22 de julho de 2007

Menina que esperava ser adotada tem "mãe" morta em acidente

artigo de JOÃO CARLOS MAGALHÃES da Agência Folha, publicado em 22 de julho, em Santa Maria

"Faltava pouco mais de uma semana para que Suelen, 3, ganhasse perante a Justiça uma nova mãe. Faltava pouco mais de uma semana para que Leila Maria Oliveira dos Santos, 35, realizasse seu sonho de adotar a menina. A tragédia com o Airbus-A320 da TAM, que vitimou a mulher, adiou a união legal.
Nesta semana, Leila iria participar da última audiência do processo de adoção, que tornaria oficial uma relação iniciada há cerca de dois anos e meio, quando as duas se conheceram na ONG Aldeias Infantis SOS, que cuida de crianças carentes, em Santa Maria (301 km de Porto Alegre).
Leila, que na época cursava o quarto semestre de pedagogia da Unifra (Centro Universitário Franciscano), passou a fazer um trabalho voluntário na ONG e se apaixonou pela menina de pele cor de bronze e cabelos lisos de quem cuidava na creche.
A menina Suelen, que havia completado há pouco um ano de idade, tinha sido abandonada pelos pais biológicos.Além de Leila, outras três pessoas ligadas à Aldeias morreram no acidente. Todas iam para um encontro da ONG. Era a primeira viagem da estudante. Ela ganhava cerca de R$ 700 por mês.
"Nem sei o que vai ser agora", diz o zelador Ademar Kessler, cunhado da morta, em frente à casa alugada de madeira onde ela morava, na periferia da cidade gaúcha.
De acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o destino de Suelen não cairá necessariamente em um limbo jurídico. A lei permite que, mesmo morta, uma pessoa se torne, legalmente, mãe ou pai de alguma criança. A única condição é que o adulto tenha, em vida, demonstrado o desejo de adotar. É a chamada adoção "post mortem".
Devido à relação da menina com a estudante antes do acidente, Suelen já estava na fase de adaptação, essa possibilidade é dada como certa.
"A família terá que demonstrar interesse ou o Ministério Público pode interceder para que a criança fique com os parentes do morto", afirma Luciano Barcelos Couto, juiz substituto da Vara da Infância e da Juventude de Santa Maria.
Uma vez terminado o procedimento legal, a criança consegue, na Justiça, o status de filha biológica, e pode ficar com quem a família de sua nova mãe decidir.
Segundo Kessler, os próprios familiares darão continuidade ao processo de adoção e a avó será provavelmente quem ficará com ela.
Agora, é apenas o cunhado que fala com a imprensa pela família. A irmã e a mãe de Leila não falam mais com jornalistas. A cada vez que alguém liga querendo saber notícias dela, uma nova crise de choro começa. Celina, a mãe, chegou a ir para um hospital devido a uma crise nervosa na última sexta.
Para Suelen, pouca coisa mudou em seu cotidiano. Por enquanto, acha que mamãe foi viajar e voltará só no domingo. Além de brincar, continuou na semana passada indo para a creche que freqüenta todos os dias, a poucas quadras de casa.
"Às vezes, ela [Suelen] estranha ter tanta gente triste em casa e todo esse movimento", diz Kessler. "Quando alguém começa a chorar, colocamos ela para brincar com um gurizinho da vizinhança e fechamos a porta do quarto."A viagem da futura mãe talvez demore um pouco mais do que a dos outros mortos no acidente. Até a noite de sexta-feira, seu corpo ainda não havia sido reconhecido. "

sexta-feira, 22 de junho de 2007

a história de Dani

Uma das certezas do Projeto ACOLHER é que a gente aprende muito ouvindo a história e as "estórias" das pessoas. Por isto uma parte significativa de nossa atuação nestes 7 anos são as reuniões presenciais que acontecem todo mês.
Nestas ocasiões as pessoas tem oportunidade de conversar e ouvir as impressões e os sentimentos dos outros, e isto nos faz aprender muito.
Pensando nisto iniciamos uma série de pequenas entrevistas/depoimentos com as estórias de algumas pessoas que fazem parter do ACOLHER, assim, as pessoas que nos visitam virtualmente também podem compartilhar destas estórias.
Se você tiver vontade de contar um pouco de sua história, mande seu depoimento para spprojetoacolher@yahoo.com.br
Hoje vamos conhecer um pouco da vida da Roberta, que faz parte da Diretoria atual do Projeto ACOLHER e de sua menina Daniela. Fizemos então uma pequena "entrevista"
Por favor, nos conte com é sua familia hoje.
- A minha família é composta por mim, Humberto e Daniela, filha do meu primeiro casamento.
Quando você adotou sua filha, que idade ela tinha? Porque você partiu para a adoção?
- Em 1998 a Daniela chegou para a gente, tinha 3 meses e 20 dias, era muito linda, gordinha e risonha. Resolvemos adotar pq não conseguíamos (Roberta e seu primeiro marido) engravidar e eu não quis fazer a fertilização in vitro, queríamos ser pais e ter um filho adotivo supriria a nossa necessidade.

Sua estoria de adoção foi meio enrolada, você ficou vários anos apenas com a guarda provisória de sua filha não é? Pode nos contar o que aconteceu?
-
A Dani chegou bem nenê, porém logo em seguida eu recebi um comunicado (não entendo dos termos jurídicos) da Vara da Infância relatando que o caso da Dani tinha algumas pendências. Resolvemos constituir um advogado para acompanhar o caso. Pelo que entendi na época foi questionada a destituição do pátrio poder e o local onde deveria correr o processo. Após um tempo conseguimos que o caso permanecesse na Vara da Infância do Jabaquara, porém a questão da destituição do pátrio poder foi retomada e a mãe biológica teve que ser citada. Ela não foi encontrada e quando a Dani completou 7 anos conseguimos a adoção.
Quero registrar que nesse tempo recebi o apoio fundamental do Projeto Acolher e em especial da Bia
(voluntária e uma das pessoas que fundaram o ACOLHER) que me acolheu com muito carinho.
Você lembra de alguma estória engraçada envolvendo esta questão da adoção na sua vida?
-No meu trabalho tenho algumas fotos da Dani e uma certa ocasião, quando o rapaz que estava fazendo um serviço de manutenção na minha sala viu as fotos e perguntou: "O seu marido é negão?"
Fora esta questão da demora em ter a guarda definitiva de sua filha, o que mais você considera uma dificuldade com relação á adoção?
-Para mim a dificuldade que tenho enfrentado é que a Dani não gosta de se sentir diferente das outras crianças. Ela está com 9 anos e meio, tem os questionamentos típicos de sua idade e além disso estou querendo adotar outra vez, o que expõe a situação adotiva dela.
E porque trabalhar no Projeto ACOLHER?
- Procurei o Projeto Acolher quando a Dani tinha 2anos e meio. Queria que ela tivesse contato com outras crianças adotivas e percebesse que ela não era um ET. Desde então, já se vão 7 anos, continuo no Grupo. Essa opção se deve a uma necessidade pessoal (encontro comigo mesma e com o outro) e a firme crença que a troca de experiências que ocorrem durante as nossas reuniões têm fortalecido muitas pessoas e permitido que encontrem a sua família REAL.
Queria falar mais alguma coisa? Deixar algum recado?
- Quero partilhar algo que aprendi nessa minha caminhada: As diferenças físicas e de personalidade devem ser encaradas como somatória na vida de pais e filhos. Amo minha filha inteiramente do jeito que é e acredito que só ela poderia ser minha.
Gostaram? Depois vamos contar as estórias de Sofia, do Eric e da Polyana, do Pedro, do Thiago e do Vitor, e de um monte de outras pessoas!
Então, se você, mesmo que não faça parte do ACOLHER, mesmo que seja de outro Estado ou outro País, queira contar sua estória, escreva para nós!

Juíza recua e quer ouvir Ministério Público sobre adoção de Gal Costa

matéria do jornalisat Raphael Gomide, publicado na folhaONLINE - cotidiano em 22/06/2007
"A juíza Ivone Caetano, da Vara da Infância e da Juventude do Rio, declarou nula sua decisão no processo que habilitava a cantora Gal Costa a realizar a adoção de um menino de quase dois anos. Ela pede a manifestação do Ministério Público, que reclamou não ter sido ouvido na decisão. Gal mantém a guarda por meio do TJ-RJ.
'Exerço o juízo de retratação para declarar nula a sentença (...), eis que proferida sem prévia intimação (...) do membro do parquet [Ministério Público] para manifestação final', decidiu a juíza.
Para a procuradora de Gal, Luci Vieira Nunes, a decisão é meramente processual. 'É só para cumprir o rito processual. (...) Quando [o Ministério Público] falar, ela profere nova sentença.'
O Ministério Público acusou irregularidades na concessão da guarda, como o fato de Gal ter passado à frente de ao menos 364 pessoas do cadastro de interessados.
Os promotores da Vara da Infância e da Juventude afirmaram que Gal não respeitou o rito habitual --visitando o abrigo e fazendo convivência com a criança-- e alegaram a suspeição da perita que analisou o caso.
Coordenadora do Serviço Social do juizado, Vera Mothé é mãe do promotor Márcio Mothé. Ele é amigo da cantora e forneceu o atestado de idoneidade moral, segundo Nunes. Márcio disse que a mãe só subscreveu o relatório, e negou influência.
Para a procuradora de Gal, a decisão que importará será a do Órgão Especial do TJ, que se prepara 'para julgar a competência do juízo [dizer se quem deve decidir o caso é a juíza Ivone Caetano ou Cristiana Cordeiro]'.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Gal Costa nega ter furado fila para adotar menino

matéria da Jornalista Marcia Vieira publicada em 21/06/2007 -no site UOL celebridades

" A cantora Gal Costa negou hoje, através de uma nota, que tenha furado a fila no processo de adoção do menino Gabriel, de dois anos, como alega o Ministério Público do Rio. Gal garante que passou por todo processo exigido pela Justiça e que, ao contrário do que diz o MP, não havia nenhum casal interessado em adotar o menino. Diz a nota que "o propalado casal, que supostamente estaria na frente da fila de espera, não estava habilitado; abandonara a criança que estava irregularmente em seu poder; deixara a criança chegar a um estado de saúde lastimável, que levou o próprio Ministério Público a pedir que ela fosse colocada em um abrigo para sua própria proteção."
O MP garante que há um casal habilitado para adoção interessado em Gabriel. O caso está no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio e deve entrar na pauta de votação em 20 dias. Três desembargadores vão decidir se Gabriel fica com Gal, com quem está desde o dia 13 de abril, ou volta para o abrigo para ser entregue ao primeiro casal interessado na adoção entre os 400 que estão na fila. O menino, que sofre de raquitismo, já passou por três abrigos para crianças no Rio. Desde janeiro deste ano, ele está legalmente disponível para adoção. Gal, que entrou em 2006 com o processo de habilitação para adoção, conheceu a criança no abrigo Casa Jimmy, em Santa Tereza. Primeiro ela conseguiu o direito de passar com ele os finais de semana e depois ganhou a guarda provisória.
Há 20 dias, o MP pediu a busca e apreensão do menino, alegando que a fila não tinha sido respeitada e que a decisão da adoção caberia à 2ª Vara Regional de Santa Cruz, bairro carioca próximo a Bangu, onde o menino nasceu. Gabriel só não foi retirado de Gal porque a cantora tinha se mudado do Rio para Salvador. Ela conseguiu um mandado de segurança para continuar com o menino até que o mérito seja julgado pelo Órgão Especial.
Gabriel está fora do padrão de criança mais procurado para adoção no Rio. Segundo o desembargador Siro Darlan, que durante 14 anos foi juiz da Vara da Infância, a maior procura é por criança branca, do sexo feminino, com menos de um ano de idade e saudável. "É terrível que seja assim porque os abrigos estão cheios de crianças para serem adotadas", diz. Darlan se juntou ao MP no pedido de investigação do caso. Quinze dias depois de Gal Costa ter conseguido a guarda provisória de Gabriel, ele mandou um ofício ao presidente do TJ, desembargador José Carlos Murta Ribeiro, pedindo que fosse investigado se Gal furou a fila.
Na nota divulgada hoje, Gal diz que Gabriel "é um brasileiro típico, caboclo, subnutrido, raquítico e com sérios problemas de saúde" e que ela "ama a criança como filho". Segundo a nota, ele está se recuperando muito bem do raquitismo, já engordou um quilo e meio e está aprendendo a falar. A primeira palavra que aprendeu foi mama."

terça-feira, 5 de junho de 2007

ACOLHER participa de reunião da CEJA

Ontem, dia 4 de junho, o Projeto ACOLHER, representado pela Roberta, Beatriz e Fábio, participou de um encontro com o Secretário da CEJA de São Paulo, Juiz Dr. Reinaldo Cintra.
O objetivo da reunião, convocada pela Dr. Reinaldo, era integrar os grupos presentes e criar uma pauta de trabalho para uma ação que visa a melhor integração entre o judiciário e os grupos de adoção.
No dia 23 de junho haverá uma nova reunião, desta vez com mais tempo, onde serão convidadas a participar as agências que cuidam da adoção internacional, para que troquem experiências com os grupos paulistas.
No final do encontro, que se prolongou até as 13 horas, os grupos presentes levantaram uma pauta de apresentação para a reunião do dia 23 de junho, bem como a forma que tem atuado ou pretendem atuar em relação ao judiciário.
Estavam presentes representantes de outros grupos do estado, entre eles Jundiaí, Sorocaba, Mogi da Cruzes, ABC, Osasco e outros.